Exposição sobre Revolução de 1817 se despede do Museu da Cidade
Com vídeos e fotos, parte da mostra viaja por unidades do Sesc Pernambuco de diversas cidades
Inaugurada há exatamente um ano, em homenagem ao bicentenário da Revolução Pernambucana, a exposição "1817 - Revolução Republicana" se despede hoje do Museu da Cidade do Recife (MCR), no Forte das Cinco Pontas. O encerramento ocorre no dia escolhido como data magna estadual, feriado pela primeira vez, após ter sido instituído em 2017. A mostra aborda este momento histórico por meio de vídeos, fotos, documentos e objetos antigos, que podem ser conferidos das 9h às 17h, com entrada gratuita.
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Ao longo do tempo em cartaz, a exposição recebeu cerca de 60 mil visitantes, a maioria alunos de escolas públicas. "A educação é a grande finalidade do nosso trabalho. Acho que esse projeto teve um resultado muito bom tanto de visitação como de retorno de instituições querendo que ele viaje para outros lugares", afirma a curadora Maria Betânia Correa de Araújo, diretora do Museu da Cidade.
Um recorte - sem os acervos históricos - da mostra deve passar por unidades do Sesc espalhadas por diversas cidades pernambucanas. Atualmente, ele pode ser visto em Petrolina e, em abril, chega a Caruaru. Parte do acervo de fotos e vídeos deve circular também por escolas públicas.
"É fundamental dar continuidade a essa ação iniciada aqui no museu. Acredito que 80% dos pernambucanos não conhece a história da sua bandeira, embora tenham um afeto muito grande por ela. Infelizmente, muitos não sabem do histórico de pessoas que lutaram e morreram por ideias de liberdade e democracia", aponta a curadora.
O valor simbólico da bandeira pernambucana - que é inspirada na flâmula criada pelos revolucionários - é tratado no quinto e último espaço da exposição. No local, que foca na interatividade, o visitante é convidado a confeccionar sua própria bandeira, com cartolina e lápis de cor.
Mais de 20 mil desenhos produzidos por estudantes estão no museu. "Essa é a grande herança da exposição. É interessante perceber como os alunos criaram seus próprios símbolos, a partir das informações que receberam e também dos seus próprios valores", destaca.
Passado o período de imersão no movimento insurgente do século XIX, o MCR prepara-se para um mergulho no passado histórico de sua sede. Candidato a Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, o Forte das Cinco Pontas é o objeto de pesquisa da próxima exposição do museu, que será inaugurada na próxima segunda-feira.
"A proposta é mostrar a importância que essa edificação teve em diversos momentos da trajetória pernambucana, inclusive em 1817, servindo como prisão de 150 revolucionários", conta.

