Faça sua própria compostagem

Para cultivar sua própria horta é importante estimularmos aos nossos internautas criarem o seu próprio composto orgânico com restos de alimentos para colocarem nas suas plantas. Pode até gerar renda na sua comunidade se assim tiver interesse em fazer um t

Composto orgânico feito com folhas secasComposto orgânico feito com folhas secas - Foto: Gabriel Teixeira

Reciclar ou reutlizar tudo que pudermos é sabedoria por estarmos gerando ao nosso redor uma reflexão e reconstrução até dos nossos hábitos.

Assim, por incentivarmos aos nossos internautas a cultivarem sua própria horta é importante também estimularmos a cada pessoa criar o seu próprio composto orgânico para colocar nas suas plantas, e até gerar renda na sua comunidade se assim tiver interesse em fazer um trabalho coletivo.

Dessa forma, o nosso colaborador da coluna Holística Vida Verde, Tiago Franca foi o responsável de nos orientar sobre o tema. Como falei para ele, não entendo nada, mas estou aqui para aprender e praticar.

“Nos dias de hoje, com a crescente demanda por alimentos mais saudáveis e produzidos diretamente sem uso de agrotóxicos há uma imensa busca para alimentos produzidos na própria casa. Diante da escassez de recursos como o solo e áreas com terra o suficiente para o plantio recorre-se ao uso de adubos e biofertilizantes para potencializar os adubos ou as poucas quantidades de terras usadas em casa no seu máximo desenvolvimento nutricional para as plantas.

Sobre essa perspectiva, surgem os compostos orgânicos que nada mais são do que componentes utilizados do reaproveitamento de alimentos e sobras de provimentos que poderiam vir a ser jogados no lixo. Esses são quebrados em partículas menores liberando substâncias nutrientes para as plantas e desenvolvimento das folhas: essa é a nova tendência. Consequentemente surge profundas e extensas pesquisas agroecológicas no sentido de produzir compostos cada vez melhores e com maior eficiência energética.

Assim, é possível usar esses compostos trabalhados e apesar do aproveitamento de restos de verduras e alimentos. Porém, ressalvas devem ser feitas como, por exemplo, não é recomendado uso de restos de alimentos cítricos tais como a laranja ou o limão. Cascas desses tipos de compostos deixam o solo mais ácido dificultando o desenvolvimento adequado da planta.

Nos dias atuais, nas nossas casas e em pequenos espaços esses compostos podem ser feitos, manuseados e revitalizados de forma a potencializar o efeito dos nutrientes.

Pensando nisso podemos aproveitar os componentes que descartamos no lixo e por ser de origem orgânica poderá ser reaproveitado no solo sob a forma de biocomposto. Isso gera quatro pontos positivos:

1 – A diminuição do volume do lixo;

2 – Dispensar a compra de aditivos como adubos inorgânicos para fortalecer o solo sendo uma possibilidade de redução de despesa.como consequência a planta poderá ter meios mais naturais;

3 – Você conhece o biocomposto que está usando nas suas plantas, consequentemente os orgânicos desenvolvidos terão um maior valor nutricional, promovendo saúde na sua mesa;

4 – A atividade de mexer com plantas é algo que favorece o exercício mental, fortalecendo a calmaria e o relaxamento. Sendo uma ótima medida terapêutica e com resultados positivos à vida e à saúde da pessoa.

Este texto apresentará o composto orgânico caseiro pratico de fazer e de se usar que é conhecido como bokashi (esse composto surge porquê algumas sobras podem sofrer fermentação graças a fungos anaeróbios, fermentam sem precisar de oxigênio), assim como o fermento de pão caseiro feito em casa, que a massa cresce e fica com jeito diferente. Também é possível se fermentar compostos de forma a obter um resultado melhor na hora de adubar suas plantas, por ser totalmente natural e possível de se usar os restos de produtos encontrados em casa ou no dia a dia.

Torna-se totalmente gratificante, além de pensar na reciclagem natural, e diminuição do volume do seu lixo, pensando nisso vamos a receita:

Material:

– 500 mg de farelo de arroz (pode se triturar um pouco de arroz no liquidificador e usar como farelo);

– 100 mg de farelo de soja (sobra de feijão do almoço também é possível);

– 150 mg de farinha de osso (obtida em casas agropecuárias);

– 30 mg de farinha de peixe (ou restos de ossos de peixe ou ossos moídos de carne);

– 200 mg de carvão moído (ou pode-se usar aquela cinza de carvão depois de um churrasco, não precisa jogar no lixo, pode fazer um biocomposto);

– 100 ml de melaço;

– colheres de fermento biológico de pão (cerca de 4 colheres de sopa);

– 350 ml de água (a água serve para fazer a mistura agir mais rapidamente).

Lembrando que a massa deve ficar firme a ponto de apertar com a mão e não sair água dela. Ao mesmo tempo manter a forma quando se solta, se quebrando facilmente, esse é o teste. Deixar descansar em um balde coberto por cerca de 15 (quinze) dias, sendo a partir daí ótimo para ser utilizado em qualquer horta.

Esse biocomposto pode ser utilizado inclusive para restauração do solo.”

Profissionais que contribuem com a coluna Holística Vida Verde (agradeço por sempre tirarem minhas dúvidas e contribuírem com os seus textos sempre que solicitados):


Anamaria Pereira – Agrônoma e Doutora em Horticultura – Petrolina-PE.Contato: (87) 99925.1890 (Tim e WhatsApp) – E-mail: [email protected]

Simone Miranda - Agrônoma especialista em Agroecologia – Recife-Pe. WhatsApp: 99769-5236 - Email: [email protected] - Facebook: https://www.facebook.com/melihortas/

Tiago Franca – Técnico Ambiental e Gestor Administrativo – Chapecó-SC. Contatos: (49) 99836.8046 (Tim e WhatsApp) – E-mail: [email protected].

Milhões de beijos iluminados,

Mariomar Teixeira -
Numeróloga & Consultora: de Feng Shui, de 4 Pilares e de Zi Wei Dou Shu. Contatos: (81) 99807.4568 - Tim e WhatsApp / (81) 99100.9617 (Claro) – E-mail: [email protected]  - Instagram: @mariomar_teixeira.

Perfil
Mariomar Teixeira é formada em Secretariado na UFPE com mestrado em Extensão Rural e Desenvolvimento Local na UFRPE. Filha, esposa e mãe. Ama ler, estudar, tricotar e cozinhar. Dedica-se aos estudos de metafísica desde 1980, principalmente Numerologia. Em 1993, além de assumir um concurso público federal, também o trabalho como numeróloga é reconhecido. Colunista da Folha de Pernambuco de 1998 a 2005, coluna Numerologia. No mesmo período foi colunista da Revista Club com as colunas: Holística e Lançamento de livros. Professora e Consultora de Feng Shui desde 1997.

* A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.

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