Fernanda Souza em vertente popular

Elogios e clima superficial marcam “Vai Fernandinha”, exibido no canal pago Multishow

Isaltino Nascimento é o líder do Governo na AlepeIsaltino Nascimento é o líder do Governo na Alepe - Foto: Divulgação

 

Descoberta em “Chiquititas”, do SBT, Fernanda Souza cresceu e conquistou um lugar como atriz na Globo por conta de tipos cômicos como a Mirna de “Alma Gêmea” e a exagerada Isadora do seriado “Toma Lá, Dá Cá”. Espirituosa e carismática, ela mostra religiosamente sua vida nas redes sociais e sites sobre celebridades, sempre ao lado de amigos do meio musical e televisivo.

Como não é preciso muito conteúdo para se ter um programa no Multishow – títulos como “Vai que Cola” e “Vai Pra Onde?” são provas disso –, Fernanda acaba de levar seu cotidiano bobo e desinteressante para o canal com o “Vai Fernandinha”, misto de “talk show”, “reality” e “stand-up comedy”, exibido de segunda a sexta, onde a atriz recebe amigos para, basicamente, trocar elogios e massagear egos.
É bem clara a vontade de Fernanda em fazer o programa funcionar independentemente de seus convidados. A espontaneidade quase infantil até garante alguma graça, principalmente quando a apresentadora tem seus momentos de autocrítica e se esforça para cumprir as tarefas propostas a cada edição.

Episódios como o da reunião das Chiquititas e com a presença de Thiaguinho ainda atestam o talento dela para não se levar a sério. O programa se torna um sub-”Estrelas”, produção nos mesmos moldes apresentada por Angélica na Globo, quando a atriz se vê diante de alguma celebridade que admira.

Os momentos “tiete” com figuras como Ivete Sangalo e Neymar, nomes que selecionam estrategicamente onde irão aparecer e que comprovam o prestígio do “Vai Fernandinha”, são o que pesam muito contra a empreitada como apresentadora.
Mas nem só de deméritos vive o programa. A atriz sabe exatamente qual é o seu público. O sonho de ser apresentadora já estava evidente em Fernanda há tempos. Suas participações em programas como “Superbonita”, do GNT, e “The Voice Brasil”, da Globo, já davam a pista.

De tão à vontade em uma proposta mais autoral, a atriz acaba se perdendo no próprio jeito afetado de ser. Intérprete eficiente e de personagens divertidos, ela exagera nas firulas e amenidades em sua porção apresentadora. A tática funciona com o telespectador mais atento ao seu trabalho, mas já nasce desgastada.

 

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