Festival A Letra e a Voz movimenta o Bairro do Recife

O poeta Miró é o grande homenageado do Festival Recifense de Literatura - A Letra e a Voz, que inicia nesta sexta-feira (24) e segue até domingo (26)

Miró da Muribeca é o homenageado do 16º Festival Recifense de Literatura - A letra e a vozMiró da Muribeca é o homenageado do 16º Festival Recifense de Literatura - A letra e a voz - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

A partir desta sexta-feira (24), a avenida Rio Branco será tomada pelo Festival Recifense de Literatura - A Letra e a Voz. Em sua 16ª edição, a festa, que seguirá até este domingo (26), tem como tema "O Poeta da Cidade e a Cidade do Poeta". O evento vai homenagear o poeta Miró da Muribeca.

O artista faz questão de destacar a emoção que sente em ser lembrado, em sua cidade, por conta da sua poesia. Em meio à conversa, ele conta que sua mãe, no início, não era muito a favor, mas quando se deu conta que o filho estava ganhando dinheiro com aquilo, aconselhou que continuasse. "Se você gosta da sua poesia e ela está dando dinheiro, continue e cuide dela", conta emocionado. "Absolutamente tudo que eu conquistei na minha vida eu devo à poesia. Tanto que estou sendo homenageado por causa dela", completa.

No primeiro dia do evento, às 18h, após a abertura oficial, haverá um bate-papo com o escritor Sidney Rocha e Miró. Na sequência, ocorrerá o lançamento da coletânea "Denis Bernardes de Ensaios", com textos selecionados a partir da curadoria dos historiadores Antônio Paulo Rezende e Jorge Siqueira e do jornalista Cícero Belmar. São dez ensaios sobre a cidade do Recife assinados por Eduardo Jorge Pugliesi, Ricardo Japiassu, Mário Ribeiro dos Santos, Mário Pereira Gomes, Mariana Aragão, Marcos de Oliveira, Luci Maria da Silva, Leidson Ferraz, Francisco Pedrosa e Rudimar Constâncio.

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Já a tarde do sábado será destinada para as oficinas. O historiador e poeta Fred Caju vai ministrar a oficina de diagramação e artesania editorial. Para ele, um evento incluir atividades de formação é um avanço. "O evento por si já é relevante, e o fato de ter o foco na formação é um ganho, sobretudo porque as oficinas são gratuitas", conta. Ele destacou também que o método de inscrição, que tem como requisito a doação de um livro da literatura pernambucana, fortalece ainda mais a "cadeia". "A leitura é a nossa grande base de mudança social", ressalta.

Fred Caju também fala sobre a necessidade de dar visibilidade à poesia urbana e acha justa a homenagem feita ao poeta. "Miró tem um olhar muito humano e crítico sobre o Recife. Ele é o grande nome da poesia urbana e é muito justo que ele seja o porta-bandeira desse tema", finaliza.


   Conversa

Além da oficina, ocorrerão outras três. Clarice Freire, João Lin e Marcelino Freire realizarão oficinas de diagramação visual, narrativas em quadrinhos e narrativas breves, respectivamente. Durante a noite, será a vez das rodas de conversa. Antonio Paulo Rezende, Robson Teles e Antônio Marinho debatem sobre os temas “A cidade do Poeta”, “O Recife de Carlos Pena Filho” e “A São José do Egito de Lourival Batista”, com a mediação de Cícero Belmar. Já no domingo, o evento vira festa com a tradicional Feira do Livro, que traz para a avenida Rio Branco o desfile de editoras, sebos, lançamentos de livros e bibliotecas comunitárias. Na noite, tem o jam poético-musical, com o homenageado Miró da Muribeca além de Clécio Rimas, Amaro Freitas e Bell Puã, vencedora do Slam BR- Campeonato Brasileiro de Poesia Falada.

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