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Festival de Arte de Rua de Olinda traz cinco dias de atividades ligadas ao grafitti

Cinema, pintura, debates e shows são algumas das ações realizadas dentro do festival, que quer discutir o grafitti como linha artística e o que ele pode agregar à cidade

O artista visual Raoni Assis idealizou e está coordenando o festival FarolO artista visual Raoni Assis idealizou e está coordenando o festival Farol - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

O grafitti invade Olinda a partir desta quarta (22), durante a primeira edição do Farol - Festival de Arte de Rua de Olinda. Programado para acontecer de 22 a 26 de janeiro, o evento congrega a Casa Balea, a Nyx Studio e o Sana, que funcionam na rua Treze de Maio, 99, na Cidade Alta. 

"A realização do Farol faz parte do esforço de artistas, moradores e produtores em fazer acontecer a vocação cultural e artística de Olinda, e a ideia principal deste primeiro festival é que a gente converse e comece a pensar no próximo, pra poder agregar mais e discutir o que realmente essa linha artística demanda e enxerga pra cidade", explica o artista visual Raoni Assis, que é o idealizador e coordenador do Farol.

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A programação é toda voltada para as artes visuais. Na abertura, nesta quarta-feira (22), às 21h, haverá exibição do curta-metragem "Bajado", de Marcelo Pinheiro, sobre o pintor popular Euclides Francisco Amâncio, que se auto intitulava "um artista de Olinda".

Na quinta (23), a partir das 19h30, será realizado um debate informal sobre a arte de rua para o qual três artistas e moradores de Olinda (o próprio Raoni, Max Motta e Raul Córdula) já confirmaram presença.

E da sexta (24) até o domingo (26), a partir das 10h, o Farol vai reunir artistas de rua e realizar a pintura coletiva de dois painéis murais, inspirados e feitos em homenagem a Bajado. A arte será realizada sobre dois muros autorizados, um localizado na esquina da rua da Boa Hora com a rua Joaquim Nabuco, e outro no campo de futebol próximo ao Sítio de Seu Reis, na rua Dom Pedro Roeser. "Só precisa trazer seu material e se juntar", diz Raoni, que também participa da ação junto com Max Motta, Rodolfo e Duff.
Nas noites de sexta a domingo, haverá apresentação de DJs, MCs e grupos musicais, como Dj Da Mata, Dj Dagga, Mc Agô, Mc Mirim, Mc Lua, Zymba e Escama Rec. E para quem quiser aprofundar o conhecimento, no sábado e no domingo, das 15h às 18h, Max Motta e Rodolfo oferecem uma oficina de grafitti, ao custo de R$ 60 (o aluno recebe três latas para a atividade). Esta será a única atividade não-gratuita do festival.
"A gente sempre pensou em movimentar a cidade. Sentimos falta, mesmo. Desde a Casa do Cachorro Preto que acabamos 'nos metendo' nessa linha de trabalho e aportando muita gente da área. Em Olinda, aprendi muita coisa do graffiti, do muralismo, do patrimônio. A gente aprendeu muito nos processos, mas acho que a gente precisa de uma coisa mais direcionada e organizada pra cidade", explica Raoni.

Serviço
Festival de Arte de Rua de Olinda (Farol)
Casa Balea
Rua Treze de Maio, 99 - Cidade Alta

 

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