Festival Nacional Nossa Arte começa nesta quarta-feira

Primeira edição foi realizado em 1991 na cidade de Pirassununga, em São Paulo

Votação em PernambucoVotação em Pernambuco - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

 

Desta quarta-feira (30) até domingo (4), o Recife sedia pela primeira vez o Festival Nacional Nossa Arte, que chega à sua décima edição, reunindo cerca de 1,5 mil participantes. Contemplando artes cênicas, música, dança e dança folclórica, o evento ocorre no Centro de Convenções de Olinda. A entrada é gratuita e a programação completa pode ser conferida no site da Apae Brasil.

O primeiro Festival Nossa Arte foi realizado em 1991 na cidade de Pirassununga, em São Paulo, e foi a responsável por dar origem à versão nacional. O evento é realizado a cada três anos, com apoio de uma das unidades estaduais, com o objetivo principal de proporcionar a inclusão das pessoas com deficiência através da arte, além de divulgar o trabalho realizado pelas Apaes de todo o País.

“Esse é o maior festival de arte do Brasil nesse quesito. Buscamos mostrar o trabalho que os professores e técnicos desenvolvem, os ensinamentos, a estimulação e uma série de fatores que levam aos resultados que são vistos no palco. A partir daí damos visibilidade à capacidade que os alunos atendidos têm mesmo sendo uma pessoa com deficiência. Mostramos que eles têm potencial, mas que só precisam ser desenvolvidos. Essas pessoas são capazes de coisas que o povo nem imagina”, comenta Antônio Bastos, coordenador nacional de eventos da Apae Brasil.

Cada estado faz uma versão local do festival para escolher seus representantes que passam para etapa nacional do evento. Os jurados buscam avaliar tanto a qualidade técnica dos artistas quanto as performances. Pernambuco terá representantes nas quatro categorias do festival. Um deles é Augusto Spinasse, que é aluno da Apae Garanhuns e se apresenta em um espetáculo sobre reisado estilizado e como a história de Mestre Vitalino influenciou no folclore e nas artes no Estado.

“Ele era uma pessoa sem muita atenção e depois que entrou nas oficinas ele passou a se dedicar mais, ficar mais focado no que está fazendo, até na maneira dele agir, de tratar as pessoas. Nós já havíamos colocado ele em várias outras escolas que diziam ter inclusão e nunca tínhamos visto progresso tão visível como quando ele começou a praticar as aulas da Apae. O desenvolvimento dele deu um salto, melhorando a sua qualidade de vida e principalmente, na parte cognitiva”, comenta Albérico Bezerra, pai de Augusto.

Além do Festival Nossa Arte, a Apae Brasil também promove as Olimpíadas Especiais, que também visam promover a inclusão dessas pessoas, mas através do esporte.

Atualmente, o movimento congrega 23 Federações das Apaes nos estados e mais de duas mil filiais distribuídas em todo o País que atendem a cerca de 250 mil pessoas com deficiência.

 

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