Festival uPlanet começa nesta quinta, no Recife Antigo

Às 19h, Deborah Colker e o cineasta pernambucano Cláudio Assis, além do músico Lirinha e de vários bailarinos, realizam uma performance

Simone Fontana (PSTU)Simone Fontana (PSTU) - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

 

Nesta quinta-feira (24), aniversário do Rio Capibaribe, uma comemoração à altura. Às 19h, a coreógrafa carioca Deborah Colker e o cineasta pernambucano Cláudio Assis, além do músico Lirinha e de vários bailarinos realizam uma performance encenada no Parque de Esculturas Francisco Brennand, depois numa balsa dentro do rio, em frente ao Marco Zero. O espetáculo inédito faz parte da primeira edição do Festival uPlanet, que terá quatro dias de programação para discutir política, cultura, cidadania e meio ambiente através de exposições de arte, workshops, palestras, oficinas, exibição de filmes e shows.O festival nasce do movimento Pernambuco no Clima, há cinco anos discutindo sustentabilidade no Recife e em Fernando de Noronha.
A apresentação de amanhã faz parte de uma etapa importante para o novo espetáculo de Deborah, “O Cão sem Plumas”, baseado em poema homônimo de João Cabral de Melo Neto. Deborah e companhia estão há dois anos mergulhados no poema. Desde o começo de novembro, eles vêm realizando uma residência artística por municípios do Interior pernambucano em que percorrem o curso do Rio Capibaribe. “João Cabral é meu maestro. Estou dentro dessa geografia, dessa construção humana. A gente vai construir esse lugar dentro de outro lugar e das pessoas que fazem parte dele”, conta Deborah.
Tudo começou em Brejo da Madre de Deus, a mais de 200 quilômetros do Recife, em período de seca de deixar a terra craquelada. Depois passaram por Limoeiro, Carpina...

Mangue e mar... Cheiros e paisagens... “As oficinas têm sido extraordinárias. Não paro de chorar e de me emocionar diante do que estou aprendendo com a resistência das pessoas. Temos uma capacidade de transformação muito grande”, derrete-se Deborah. Ela e seus bailarinos, daqui e de fora, aparecerão cobertos de lama, tal qual os caranguejos, e os homens que habitam o mangue.

O músico Lirinha foi convidado para trabalhar na trilha sonora, que vem sendo construída por DJ Dolores para a apresentação de amanhã. “É muito difícil trabalhar em cima do poema mais emblemático de um dos poetas mais importantes do Brasil, que conta como o ser humano pode se tornar um não-humano. Já não sabemos mais onde termina a lama e começa o homem”, declara Lirinha. Para o cineasta Cláudio Assis, fazer esse espetáculo é um sonho. “Fala de um tema crucial ao meio ambiente sem ser panfletário”, defende.

Na programação do festival, nomes como Lia de Itamaracá, Isaar, Juliano Holanda, Romero Ferro e Karynna Spinelli.

 

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