FIG 2017: "Gosto de público jovem de espírito", diz a cantora Marina Lima

Cantora, que se apresenta neste sábado (29), no Palco Pop do Festival de Inverno de Garanhuns, defende que seu show ao lado da Banda Strobo não tem sabor de saudosismo

Léo Chermont e Arthur Kunz, da Strobo Léo Chermont e Arthur Kunz, da Strobo  - Foto: Dudu Maroja/Divulgação

Marina Lima costuma se definir como "uma artista inquieta", com "várias personas musicais". É uma proposta de estilo que se apresenta, em sua música, com vigor, emoção e carisma, como nos álbuns "Todas ao vivo" (1986), "Marina Lima" (1991) e "Pierrot do Brasil" (1998).

"Essa característica molda meu estilo", revela a cantora. "Nietzsche diz que a gente tem que levar a vida à altura da nossa arte. Gosto do momento de agora, dos estilos que vou ouvindo e de repetir os que gosto. Gosto da vida", ressalta.

Marina é uma das atrações do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) deste ano. Ela sobe ao Palco Pop no próximo sábado (29), às 20h20, com o show "Três", em que compartilha os holofotes com a Banda Strobo, criada em 2011, composta por Léo Chermont (guitarra e efeitos) e Arthur Kunz (bateria e programações), com quatro discos lançados.

O repertório da apresentação do FIG é composto pela mistura entre CDs da dupla e também de Marina, além de canções inéditas feitas pelos artistas.

"É um show possante, e a união com o Strobo deu nisso", diz Marina. "É atual, vibrante, em que as canções mais antigas, como 'Pra Começar', 'À Francesa', 'Fullgás', etc, não têm sabor de saudosismo. Elas caem bem com a safra mais atual", diz.

"Fiquei contente com o convite. Já participei desse festival umas duas vezes. O festival é ao ar livre, mobiliza a cidade, e o público é super quente", destaca.

A escolha do Palco Pop, conhecido por ter um público mais jovem e alternativo, e não no Palco Principal, gerou críticas entre os fãs da cantora. "O festival deve achar que eu não tenho mais um público para o palco principal, acho graça", diz Marina. "Mas idade não é documento. Gosto de público jovem de espírito. Se for assim, vou estar igual pinto no lixo", ressalta.

A cantora percebe em Pernambuco um ambiente especial, um estado que ela lembra com carinho. "Eu criei uma ligação a partir das apresentações que fiz nesses anos todos de carreira", explica Marina.

"Fiz vários shows muito bonitos, em teatro, em circo, em lugares alternativos. Não vou poder tirar dias por aí, porque vou para Uruguai fazer um filme dois dias depois. Mas queria muito conhecer Fernando de Noronha, que todo mundo fala maravilhas", ressalta.

Perseverante

Atualmente, Marina trabalha em um novo álbum. "O disco está 80% pronto. Eu ia lançar em outubro, mas decidi lançar em fevereiro, depois do Carnaval", diz a cantora.

"É um álbum que envolve questões políticas mundiais e brasileiras. Sou uma artista que retrata o meu tempo. Esse disco fala sobre a minha visão do mundo hoje em dia. Tanto no Brasil quanto no resto do mundo e o que acho que tem que mudar. Sou uma pessoa perseverante, que gosta da vida e que quer que tudo dê certo. É sob essa perspectiva que falo das coisas", detalha.

Veja também

Saiba o que muda para Hollywood agora que a China bateu os EUA em bilheteria
Audiovisual

Saiba o que muda para Hollywood agora que a China bateu os EUA em bilheteria

A psicodelia moderna de Petrônio e as Criaturas em novo Ep
Música

A psicodelia moderna de Petrônio e as Criaturas em novo Ep