Filme 'Brooklyn: sem pai nem mãe' estreia no Recife

Clássico filme de detetive traz mocinho com Síndrome de Tourette e questionamentos sobre a especulação imobiliária

Laura Rose e Lionel Essrog investigam abusos de poder cometidos pela prefeitura de Nova IorqueLaura Rose e Lionel Essrog investigam abusos de poder cometidos pela prefeitura de Nova Iorque - Foto: Divulgação

Com fotografia, figurino e trilha sonora que remetem à Nova Iorque e ao jazz dos anos 1940, "Brooklyn: sem pai nem mãe" é um clássico filme de detetive, com surpresas bem distribuídas ao longo da trama. 

Estrelado por Gugu Mbatha-Raw ("Laura Rose") e por Edward Norton ("Lionel Essrog"), que é também o diretor da obra, o filme conta com um elenco de medalhões como Bruce Willis, Alec Baldwin, Willem Dafoe e Michael Keneth Willians, entre outros, e estreia nesta quinta-feira (05) nos cinemas brasileiros.
O personagem principal é Lionel Essrog, um detetive que sofre de síndrome de tourette (um distúrbio neuropsiquiátrico que o leva a falar palavrões involuntários, tocar nas pessoas e apresentar tiques motores), numa interpretação aflitiva e comovente de Edward Norton. Apesar de engraçados em diversos momentos, eles causam inquietação em situações de suspense, já que qualquer deslize ou ruído podem colocar a investigação a perder.

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A trama inicia após Frank Minna (Bruce Willis), chefe e amigo de Lionel, ser assassinado. Contando com pouquíssimas pistas, este mergulha numa investigação que o levará a se envolver com o submundo da política local. A saga o levará a descobrir esquemas de corrupção ligados à gentrificação, à exploração das classes sociais mais pobres e ao racismo - e, ao final, o levará a encontrar o amor.

Embora apresentando um ritmo um pouco lento para seus 144 minutos de duração, o filme cativa especialmente pela reconstituição da época e pelas excelentes cenas em clubes de jazz. Também permite associações com os dias atuais: para além da Nova Iorque de meados do século passado, a temática segue na ordem dia, e situações como especulação imobiliária em de bairros habitados por membros menos favorecidos da sociedade (no caso, negros, latinos e judeus), os quais vão sendo gradativamente dilapidados, comprados a preço de banana e, posteriormente, revendidos a altos lucros, são tristemente contemporâneas e devem provocar reflexões sobre a forma como o poder influencia na vida dos cidadãos.

 

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