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Estreia

Filme "Os Pobres Diabos" faz homenagem ao circo e ao Sertão

Longa do diretor Rosemberg Cariry mistura comédia, vaudeville e drama em cidade do Interior do Ceará

Chico Diaz, atorChico Diaz, ator - Foto: Divulgação

É carinhoso e simpático o olhar de Rosemberg Cariry para os personagens do filme "Os pobres diabos", que estreia nesta quinta-feira (5).

O ponto forte do filme é o elenco, composto por atores que adicionam cargas extras aos perfis reconhecidos desse ambiente (o velho palhaço, o artista sonhador). Estão no filme nomes de destaque como Chico Diaz, Silvia Buarque e Gero Camilo. 

Cada imagem deixa clara a paixão do diretor cearense pelos integrantes do Gran Circo Teatro Americano, que chega a uma pequena cidade do interior cearense.

Leia mais:
Confira entrevista com o diretor Rosemberg Cariry, do longa-metragem "Os pobres diabos"

É um cotidiano de arte e suor que sugere a vontade de Rosemberg ressaltar o valor cultural desses artistas que não costumam ser devidamente reconhecidos.

Enquanto tentam erguer as lonas e ativar a magia do circo, os integrantes do grupo sugerem suas próprias emoções, gestos que indicam dramas e segredos de uma existência.

Veja entrevista com o ator Chico Diaz:

"É sempre marcante o momento decisivo do encontro dos personagens imaginados com aqueles que vão lhes dar corpo, alma e voz", diz Rosemberg. "Chico Diaz e Everaldo Pontes são atores talentosos que já trabalharam comigo em outros filmes. 

São amigos e parceiros, camaradas de jornadas. Convidei Silvia Buarque porque gosto do seu talento. Foi ela quem inventou a Creuza do filme", ressalta o diretor, que contou ainda com a contribuição de artistas de circo. "O filme resulta desse encontro e dessa cumplicidade", sugere.
O Sertão nordestino parece maior do que apenas cenário e ambiente, aproximando-se de uma importância sentimental para as ações dos personagens. "O que me fascina no Sertão é sua universalidade, como território sem porteiras (como diz Guimarães Rosa), lugar de encontros de povos, culturas e raças, na invenção de uma civilização, mestiça, multicultural e tropical, cada vez mais globalizada", diz Rosemberg.

"Nos Sertões, deu-se o encontro/desencontro de mundos; nações, povos e culturas se enfrentaram e se misturaram", ressalta. Este é o 12º longa-metragem de Rosemberg, que tem mais de 40 anos de cinema. "Em todos esses filmes e obras audiovisuais sempre retratei a cultura, a história e a universalidade do homem sertanejo", indica o diretor.
"Toda essa obra guarda estilos e concepções estéticas e de visões de mundo, através de recriações de linguagens, procurando sempre unir o erudito e o popular", opina Rosemberg.

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