Flipo abraça outras linguagens além da literatura

A Festa Literária Internacional do Ipojuca, na praia de Porto de Galinhas, no Litoral Sul, também abre espaço para a música e as artes visuais. Evento ocorre entre 21 e 24 de setembro

Leusa Santos, editora-executiva da Folha de PernambucoLeusa Santos, editora-executiva da Folha de Pernambuco - Foto: Arthur de Souza/Arquivo Folha

A Festa Literária Internacional do Ipojuca, a Flipo, chega a sua quinta edição com uma meta ambiciosa: tornar Porto de Galinhas, praia no Litoral Sul do Estado, a capital da leitura e do livro durante os quatro dias do evento.

Com o tema “O popular e o erudito na formação cultural do Brasil”, a programação levará à cidade não só atrações literárias, mas também de todas as artes, entre os dias 21 a 24, no Território da Palavra, na Vila de Porto de Galinhas.

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Para atingir a expectativa, a feira reúne convidados de todo o país e até mesmo de Portugal. A literatura de cordel vai ter espaço próprio pela primeira vez na Flipo.

“O escritor português Abreu Freire vem para a feira falar sobre Cordel em Portugal, no Brasil e em Macau [região chinesa que fala português]. Cordel é uma coisa brasileira, mas que se reproduz em maior ou menor escala, em todos os povos. Como ele [Freire] é europeu, o foco da sua pesquisa é sobre os países ibéricos mas ele também vai abordar isso no Oriente”, descreve o curador-geral do evento, Alexandre Santos. 

 

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Este ano, além dos polos tradicionais, a feira dá destaque às demais artes, como vem fazendo há dois anos.

“Desde nossa edição de 2015, que teve como tema a transversalidade das artes, estamos dando destaque a essa questão. Este ano vamos ter uma área específica para a música e as artes plásticas”, pontuou o curador, em referência aos setores novos da feira: o FestFlipo e o ArtFlipo.

“Eu destacaria também o tema deste ano. Se a gente tiver numa sociedade que não prestigie a ciência, a tecnologia, a cultura e a arte, a gente não vai para canto nenhum. E a Flipo traz essa crença de que esses elementos podem criar condições de uma vida melhor para todos”, complementa Santos.

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No dia seguinte à solenidade de abertura, dia 22, dá-se início ao Congresso Literário, que aborda temas diversos como História, teatro, ciência e espiritualidade. Neste dia, às 15h, a editora-executiva da Folha de Pernambuco, Leusa Santos, faz palestra sobre “A fluidez entre o popular e o erudito”. 

“Tudo é formado por uma miscigenação de culturas, não pode se dizer que nada é 100% popular ou 100% erudito. Então a ideia é falar dessas fronteiras fluidas para desmistificar esses conceitos e quebrar alguns paradigmas que existem na cultura”, conta a jornalista, que também é doutoranda em Ciências da Linguagem. 

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