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Flipo: festa literária impõe resistência e abraça a arte

7ª edição da Flipo começa na próxima terça-feira (17) na Casa Rosada, em Casa Forte; o acesso é gratuito

Alexandre Santos, curador da FlipoAlexandre Santos, curador da Flipo - Foto: Caio Danyalgil/Folha de Pernambuco

Tomada por efervescências pernambucanas no campo das letras e vontades afinadas de cultivar o fazer artístico em todos os seus vieses, a 7ª edição da Festa Literária Internacional do Ipojuca (Flipo) começa na próxima terça-feira (17) e segue até o sábado (21), com a temática "Tempos Novos, Novos Tempos. Tempos de Sempre," em formato que vai além de uma feira literária, celebrando com música, artes plásticas, recitais e outras manifestações de todo o universo cultural.

Na edição deste ano, a Festa terá quatro palcos: Congresso Literário, Vitrine de Lançamentos, Tribuna das Artes e ArtFlipo e será realizada na sede da União Brasileira de Escritores (UBE), na Casa Rosada, em Casa Forte, Zona Norte do Recife. Fato que vai impor limitações na programação, como a ausência da FestFlipo, por exemplo. Mas, de acordo com o curador Alexandre Santos, "A edição está tão ambiciosa quanto as demais”, normalmente realizadas em Porto de Galinhas, Litoral Sul, local inviabilizado este ano por falta de recursos. Em conversa com a Folha de Pernambuco, Alexandre falou sobre as dificuldades de realização da Festa, sobre censura e programação do evento, que é gratuito.

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Sem recursos
"Não houve condições de ser feita em Porto de Galinhas, em setembro. Mas com apoio de colaboradores e da Fundarpe, Fundaj e da própria UBE, se perdemos em estrutura, ganhamos em vontade de realização e com a mesma ambição de sempre".

Resistência
"Ao longo desses anos da Flipo, incorporamos muita coisas e, por isso, o que temos hoje não é só uma festa literária, mas uma festa cultural, com a grande mensagem de resistência como uma demonstração ao mundo de que, mesmo com as dificuldades colocadas, não vão calar os artistas".

Censura
"Na Festa, a arte está preservada, sem envolvimento para não dizer o que pensa. A arte é revolucionária e independe até da vontade do próprio artista, que pode ser conservador e ainda assim ter sua obra revolucionária".

Pernambuco como protagonista
"Vamos nos concentrar em artistas pernambucanos e em nomes que se destacaram por aqui. O uruguaio Eduardo Garcia, que milita em Pernambuco, é um deles. Assim como Cláudio Aguiar, o próprio Raimundo Carrero, entre outros pesos de nossa cultura literária. E à frente das palestras magnas teremos Antonio Campos, José Nivaldo Jr e Carlos Newton Jr".

Flipo para ser compartilhada
"A expectativa é de que tenhamos até 700 pessoas, em média, como público presencial no decorrer da Festa. Mas queremos contar também com o público que não vai ao evento, mas saberá dele por meio das redes sociais e WhatsApp, por exemplo. O importante é deixar as pessoas integradas ao que está acontecendo no meio cultural. Os tempos estão difíceis, inclusive em questões financeiras e de segurança, por isso precisamos investir também em um público remoto".

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