Cultura+

Fora do lugar-comum no Natal

Esqueça a lista tradicional: há filmes que podem não parecer, mas estão envolvidos no clima da festividade

Presidente da OAB-PE, Bruno BaptistaPresidente da OAB-PE, Bruno Baptista - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Como já diriam os Beatles, “O clima de Natal está aqui de novo (Christmas time is here again)”. Passada a ceia, na qual ouvimos as piadas daquele tio e, claro, saboreamos as delícias da mesa, este domingo (25) é o dia para quem deseja aproveitar a Netflix ou a TV, assistindo a clássicos natalinos.

Escolhas como “Esqueceram de mim”, “A felicidade não se compra”, “O Grinch” e “Milagre da rua 34” já são tradicionais, daqueles que se tornam quase impossíveis de desassociar do período. Mas há aquelas produções que, mesmo que em uma primeira camada não pareçam, também são “filmes de Natal”.
Um deles é o clássico de ação “Duro de Matar”, lançado em 1988, com Bruce Willis e Alan Rickman. Willis vive o policial John McClane, que decide viajar a Los Angeles para passar o Natal com a esposa e filha. A situação muda, no entanto, quando o prédio em que McClane e a esposa se encontram é invadido por terroristas. Cabe ao policial, sozinho e desarmado, salvar o dia. Vale lembrar que, além de quase todo o cenário natalino, uma das cenas mais emblemáticas é embalada pela canção “Let it snow” (“Deixe Nevar”, em tradução livre).
Seguindo no filão dos filmes de policial, temos também “Máquina Mortífera”, de 1987, com Mel Gibson e Danny Glover. Sim, embora não pareça, a obra também se passa durante um Natal. No caso, Gibson vive o policial Martin Riggs, forçado a trabalhar com o experiente Roger Murtaugh (Glover). A química entre os dois é o tempero ideal tanto para os momentos de comédia como para os de ação. Uma delas, vale lembrar, ao som de “Jingle Bell Rock”.
Saindo da ação e entrando na comédia, há também um outro aniversariante importante no dia 25: Brian, da Galiléia. Sim, a trupe britânica Monty Python satirizou indiretamente a vida de Cristo no filme “A Vida de Brian” (1979). No caso, um homem que nasce na manjedoura ao lado da de Jesus. Com o humor ácido e surrealista típico do grupo, Brian encontra romanos, judeus e acaba crucificado, mas cantando “Always Look on the Bright Side of Life” (“Sempre Olhe o Lado Bom da Vida”).

E agora, finalizando, uma tríade. Já associou o cinema “dark” e surreal de Tim Burton ao Natal? Pois o cineasta é responsável por “Edward, Mãos de Tesoura” (1990), “Batman - O Retorno” (1992) e produtor de “O Estranho Mundo de Jack” (1993), os três, de alguma forma, envolvendo a festividade.

Burton, no entanto, explora o lado mais sombrio e gótico da estética. Em “Batman”, por exemplo, uma árvore de Natal gigante é utilizada como arma. Já em “Edward”, o clima soturno, junto com a frieza da neve, serve para ilustrar a melancolia do romance impossível entre os personagens de Johnny Depp e Winona Ryder. 

Veja também

Fernanda Paes Leme sente culpa na maternidade e desabafa: "Arrasada"
Fernanda Paes

Fernanda Paes Leme sente culpa na maternidade e desabafa: "Arrasada"

"Rei dos paparazzi" acusa Gérard Depardieu de agressão
Gérard Depardieu

"Rei dos paparazzi" acusa Gérard Depardieu de agressão

Newsletter