Fuga de Carlos Ghosn, ex-chefe da Nissan-Renault, será transformada em game no Japão

Segundo o jornal Bloomberg, o jogo tem como principal personagem um ex-executivo chamado Loscar Gon, que evita promotores, policiais e ex-colegas para sair do país

O brasileiro Carlos Ghosn foi preso em 19 de novembro acusado de fornecer declarações de renda falsas às autoridades financeirasO brasileiro Carlos Ghosn foi preso em 19 de novembro acusado de fornecer declarações de renda falsas às autoridades financeiras - Foto: Eric Piermont / AFP

A fuga do ex-presidente da Nissan-Renault Carlos Ghosn, 65, do Japão para o Líbano, será tema de um novo game japonês chamado "Ghone is Gone". O nome seria uma paródia com o sobrenome do empresário.

Segundo o jornal Bloomberg, o jogo tem como principal personagem um ex-executivo chamado Loscar Gon, que evita promotores, policiais e ex-colegas para sair do país -tudo inspirado na fuga cinematográfica de Ghosn, que aconteceu nos últimos dias de dezembro de 2019. O game está previsto para ser lançado no dia 22 deste mês, segundo o site da suposta desenvolvedora dele.

Noticiários já recriaram o ato de fuga de Ghosn na TV, colocando apresentadores em caixas de equipamentos de áudio semelhantes às usadas pelo ex-presidente da Nissan, para sair do país. Especialistas em segurança foram chamados para explicar como ele evitava a detecção a cada etapa de sua jornada.

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"Sua fuga foi como uma novela. Foi muito interessante. Quando vi as notícias, pensei 'isso é incrível, as pessoas com dinheiro realmente podem fazer qualquer coisa'", disse Masaru Sato, funcionário de um banco de Osaka, ao jornal The Washington Post.

Nesta quinta-feira (9), a Justiça libanesa proibiu Carlos Ghosn de deixar o país. A decisão veio depois de o executivo ser interrogado pela Procuradoria-Geral no âmbito de uma ordem de prisão da Interpol, segundo informou uma fonte judicial à agência AFP.

Ainda segundo essa pessoa, a Procuradoria-Geral do Líbano pediu ao Japão dossiê sobre o processo judicial movido no país contra o ex-presidente da Renault-Nissan, acusado de desfalque financeiro.

O Líbano, que indicou não ter um acordo de extradição com o Japão, anunciou na semana passada que havia recebido um pedido de prisão de Ghosn da Interpol. Detentor de nacionalidades francesa, libanesa e brasileira, ele é alvo de quatro acusações no Japão: duas por sonegação e duas por abuso de confiança agravado. Enquanto aguardava julgamento, ele foi para o Líbano em um jato particular.

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