Funcultura quer ampliar atuação

Edital do Governo de Pernambuco divulgou lista de projetos que receberão R$ 20 mi, mas ainda precisa aprovar projeto de lei para garantir piso mínimo

Encontro ocorreu em Brasília, nessa quarta-feira (22)Encontro ocorreu em Brasília, nessa quarta-feira (22) - Foto: Divulgação

 

Com a promessa de democratizar ainda mais o Funcultura no ano que vem, a Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundarpe divulgaram os aprova­dos do Funcultura Geral 2015/2016, já apontando uma expansão na sua área de a­tua­ção. Entre os 293 selecionados, vários projetos são do Interior do Estado, de comunidades indígenas e quilombolas.

O resultado é consequência de uma série de ações do Governo para descentralizar a cultura, o que se­rá intensificado com a informatização do edital em 2017.

“Foram feitos cursos de formação para participar do Funcultura em 11 cidades, além das comunidades. Com a informatização pessoas do Estado inteiro poderão se inscrever através da internet sem precisar entregar o projeto presencialmente, isso tudo ajudará para ampliar a nossa abrangência”, disse a presidente da Fundarpe Márcia Souto, que também aproveitou a ocasião para adiantar que, logo após o período eleitoral, será enviado um projeto de lei para a Assembleia Legislativa para garantir o piso mínimo de R$ 36 milhões ao edital.

Vale destacar que o Funcultura já teve o piso mínimo de R$ 33,5 milhões “garantidos” por um artigo da Lei 15.225/2013, sancionada pelo então governador Eduardo Campos, porém foi revogada pela Lei 15.452/2015, assinada por Paulo Câmara. Na prática, a lei mais recente permitiu que os aprovados ficassem abaixo do piso anterior, somando apenas R$ 30 milhões em 2015. Neste ano, o valor destinado à cultura foi, mais uma vez, de R$ 30 milhões, dos quais R$ 20 milhões foram aplicados no Funcultura Geral (R$ 10 milhões são do Funcultura Audiovisual).

Dividem essa quantia 35 projetos de música, 33 de cultura popular, 31 de patrimônio, 30 de dança, 30 de teatro, 26 de artes plásticas, 26 de fotografia, 23 de literatura, 18 de circo, 15 de artesanato, 9 de gastronomia, 7 de artes integradas, 7 de design e moda e 3 de ópera. Do­na do maior número de projetos inscritos e aprovados, música deve ganhar um edital próprio no ano que vem. O Funcultura de Música é mais uma das propostas previstas na lei que será encaminhada para a Assembleia.

“O Funcultura de Música vem para atender uma demanda da classe, além de que o segmento tem uma diversificação interna e uma cadeia produtiva muito ampla. Mas somente depois que esse Funcultura for aprovado é que vamos debater como será o seu edital com os produtores da área”, explicou Márcia, sobre o projeto de lei, que também inclui a criação do Mecenato. “São várias mudanças no Sistema de Incentivo à Cultura, que ajudarão a fortalecê-la”, resumiu ela. 

Dentre os aprovados estão projetos como o festival de teatro TREMA, o 23º Janeiro de Grandes Espetáculos, Revista Vacatussa e o festival Rec-Beat. “Acredito que hou­ve um reconhecimento, porque não tenho dúvida da visão correta da Fundarpe em relação ao Rec-Beat. Nes­te ano tivemos uma restrição no orçamento, mas conseguimos compensar de outro lado, porque a própria Fundarpe colaborou”, lembra o produtor Antonio Gutierrez, sobre a importância da aprovação do evento em tempos de crise. O produtor de teatro José Brito também come­morou a seleção do espetáculo “Muganga”. “Esta­mos celebrando 25 anos e já fo­mos levados para fora do Estado, mas queríamos chegar ao interior de Pernambu­co e trabalhar com escolas e espaços públicos”, disse ele, sobre a proposta.

 

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