Fundação Joaquim Nabuco guarda acervo visual precioso

Prestes a completar 70 anos, a Fundaj planeja realizar uma exposição permanente do material histórico e cultural que preserva em seus arquivos

Quadro de Vicente do Rego Monteiro, acervo iconográfico da FundajQuadro de Vicente do Rego Monteiro, acervo iconográfico da Fundaj - Foto: Divulgação

Quem passa diante dos vários prédios que compõem a Fundação Joaquim Nabuco muitas vezes não faz ideia da riqueza que a instituição produz e guarda. Além das pesquisas que realiza, a Fundaj possui um acervo visual que concentra centenas de preciosidades e é pouco conhecido pelo grande público.

Por isso, e prestes a completar 70 anos de existência, a Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundaj prepara um projeto de exposição permanente para poder partilhar as pinturas, esculturas, gravuras, cartões postais, rótulos, fotografias e outras peças que contam a história da arte e da cultura do Brasil. A ideia é que tudo esteja pronto em julho, mês de aniversário da instituição.

Segundo Betty Lacerda, que é coordenadora geral interina do Centro de Estudos da História Brasileira (Cehibra), vinculado à Diretoria, as peças são oriundas de diversas fontes e datam de vários períodos, indo do século 17 (caso de um raríssimo desenho a bico de pena feito pelo artista holandês Franz Post, na época de Maurício de Nassau) até os dias atuais (como a coleção digital produzida pelo fotógrafo pernambucano Fred Jordão, que foi adquirida recentemente e retrata a ocupação do Cais José Estelita).

Gravura de Frans Post, acervo iconográfico da Fundaj

Gravura de Franz Post, acervo iconográfico da Fundaj - Crédito: Divulgação

Entre os nomes de peso presentes na pinacoteca da Fundaj, podem ser citados Cícero Dias, Djanira, Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro, Francisco Brennand, Di Cavalcanti, Lula Cardoso Ayres e Bajado, entre muitos outros. O acervo de fotografias também é vasto, trazendo exemplares de técnicas dos primórdios da fotografia, como ferrotipos e daguerreotipos.

Uma das coleções mais valiosas é a Francisco Rodrigues, que contém registros que vão do século 19 até a década de 1940, capturando a realidade pernambucana desde antes do fim da escravidão. Uma das mais célebres fotografias traz a imagem da ama de leite Mônica, símbolo impactante do Brasil.

Quadro de Bajado, acervo iconográfico da Fundaj

Quadro de Bajado, acervo iconográfico da Fundaj - Crédito: Divulgação

Algumas dessas peças estão ou já estiveram em exposição no Museu do Homem do Nordeste, mas as possibilidades do acervo são muito mais amplas, e a ideia é criar um espaço onde as obras de arte possam ser vistas de forma mais permanente, através de mostras constantemente renovadas.

O coordenador da Villa Digital da Fundaj, Antônio Montenegro; o curador de Artes Visuais, Moacir do Anjos; e a coordenadora do Cehibra, Betty Lacerda. Eles planejam mostra para 2019

O coordenador da Villa Digital da Fundaj, Antônio Montenegro; o curador de Artes Visuais, Moacir do Anjos; e a coordenadora do Cehibra, Betty Lacerda. Eles planejam mostra para 2019 - Crédito: Brenda Alcântara / Folha de Pernambuco

Uma possibilidade é que isso seja feito no Solar Francisco Ribeiro Pinto Guimarães, próximo ao museu (para Betty, a proximidade entre os dois espaços permitiria que as exposições pudessem dialogar e oferecer ainda mais oportunidades ao visitante de conhecer o acervo).

Porém, a data e o local de inauguração do novo projeto ainda não foram determinados. Enquanto isso, muitas obras de arte continuam guardadas em espaços restritos ou expostas nas paredes dos gabinetes funcionais da instituição, longe dos olhos do mundo. 


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