Fundaj prevê expansão de cinema acessível para todo País

Um protocolo que garante a realização do projeto foi assinado nesta terça-feira (29), em Brasilia

O protocolo do projeto foi assinado nesta terça-feira (29), em Brasília O protocolo do projeto foi assinado nesta terça-feira (29), em Brasília  - Foto: Divulgação

Um projeto que prevê a expansão, para o território nacional, da técnica utilizada pelo Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), nos programas de acessibilidade Alumiar e Índigo, se tornou pauta em Brasília. Nesta terça-feira (23), foi assinado um protocolo de intenção, na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília.

O documento garante a promoção do intercâmbio técnico e cultural das sessões acessíveis Alumiar e do Índigo, projetos que consistem na exibição quinzenal de filmes com audiodescrição.

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O protocolo visa a criação de um modelo nacional de cinema que contemple as modalidades Audiodescrição (AD) para pessoas cegas ou com baixa visão, Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas e Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE).

As sessões para esse público são gratuitas, tendo em vista a inserção social e cultural de pessoas com deficiências sensoriais no universo do cinema. “Esse projeto será inicialmente levado aos cinemas públicos, onde a entrada é gratuita. Vamos começar pelo Cine Brasília, do Distrito Federal, que já acolheu a ideia”, adiantou Ilda Pelíz.

Estiveram presentes na sessão, a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a secretária de Mobilidade Especializada, Ilda Pelíz, o presidente da Fundaj, Antônio Campos, a primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha, e o secretário de Educação do DF, João Pedro Ferraz.

Alumiar e Índigo

O Projeto Alumiar atende pessoas cegas, de baixa visão, surdas e ensurdecidas. A iniciativa já recebeu um público de mais de 3 mil pessoas, realizando mais de 40 sessões acessíveis, com audiodescrição, Libras e LSE.

Já o Índigo, tem o objetivo de ampliar a acessibilidade nas salas de exibição para crianças, jovens e adultos com necessidades específicas, tais como Síndrome de Down e Espectro de Autismo. Durante pouco mais de um ano, foram exibidos 14 filmes, atraindo um público de cerca de 1,5 mil pessoas. Nessa modalidade, a sala é preparada de maneira especial. O ambiente fica mais iluminado e o volume do som é reduzido.

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