Fundaj recebe doação de obra de Aloísio Magalhães
Viúva do artista visual entregou à instituição álbum com 11 gravuras, produzido para compor o dossiê de tombamento do município de Olinda como Patrimônio Histórico da Humanidade
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) agora detém mais uma parte do acervo do artista pernambucano Aloísio Magalhães. Foi doada à instituição, na última terça-feira, um álbum com 11 gravuras em litografia que compunha o dossiê de tombamento do município de Olinda como Patrimônio Histórico da Humanidade, no ano de 1982
Integrante do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, Aloísio foi um dos responsáveis pelo pedido de reconhecimento internacional da cidade pernambucana. "O mais incrível é que ele substanciou o dossiê dele não só com textos, mas com arte, mostrando a riqueza de Olinda através dos desenhos. Para a Fundaj, é muito importante ter esse conjunto de obras", afirma a coordenadora de Documentação e Pesquisa, Betty Lacerda. O pintor, designer, cenógrafo e figurinista faleceu no mesmo ano em que concluiu o trabalho, durante uma viagem para Pádua, na Itália.
A doação foi realizada pela viúva e artista plástica Solange Magalhães, que em 1985 já havia apresentado à instituição outros itens do acervo, como fotografias, documentos pessoais e pinturas. O material doado estava em Maricá, no Rio de Janeiro, onde ela reside.
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"O álbum está em muito bom estado. Ele será preparado para a digitalização e colocado na nossa base de dados, para que seja acessado com maior amplitude", explica. A preservação das gravuras fica sob a responsabilidade dos técnicos da Coordenação-Geral de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco De Andrade (Cehibra). Além do conjunto apresentado à Unesco, outros 69 álbuns como esse foram produzidos.

