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Justiça

Gérard Depardieu: 1° dia de julgamento do ator teve ataque às testemunhas e pedido de anulação

Imprensa francesa descreveu clima "tenso" no processo contra o astro, acusado de abusar sexualmente de duas mulheres

Gérard Depardieu durante o julgamento Gérard Depardieu durante o julgamento  - Foto: Julien de Rosa/ AFP

O julgamento do ator francês Gérard Depardieu, de 76 anos, iniciou-se na tarde desta segunda-feira (24 de março de 2025) em Paris.

O astro francês, de 76 anos, enfrenta uma série de acusações de agressão e estupro e começa a ser julgado pelo suposto abuso sexual contra uma cenógrafa e uma assistente de direção no set das filmagens do longa "Les Volets Verts" em 2021.

Depardieu chegou ao tribunal um pouco antes, acompanhado de seu advogado, Jeremie Assous, antes de sentar-se diante do juiz.

As profissionais que o acusam também estavam presentes no tribunal.

Antes de começar o julgamento, Assous disse que todas as acusações contra seu cliente eram "falsas".

De acordo com a mídia francesa, o julgamento teve momentos de confronto e tensão.

O advogado de Gérard Depardieu contestou as declarações escritas das testemunhas da primeira denunciante. Segundo a denunciante, a primeira testemunha, uma mulher, teria presenciado a agressão. N

o entanto, essa testemunha confirma ter estado presente, mas afirma não ter visto nenhuma agressão, explicou Assous.

O mesmo teria ocorrido com uma segunda testemunha, que declara ter visto Gérard Depardieu bloquear Amélie entre suas pernas, mas sem presenciar uma agressão.

“Entre três testemunhas, não há nenhuma que justifique uma detenção”, declarou o advogado, que solicitou a anulação do procedimento, alegando "erros grosseiros e manifestos" na investigação policial.

Por outro lado, Claude Vincent, advogada de uma das denunciantes, considerou as conclusões de nulidade apresentadas pela defesa como "totalmente inadmissíveis".

Ela argumentou que a defesa tenta invocar um mito de que a investigação foi tendenciosa.

Devido ao estado de saúde de Depardieu, que inclui diabetes, o tribunal estabeleceu que as sessões não devem exceder seis horas diárias, permitindo que o ator monitore sua glicemia em um espaço privado.

O julgamento continua, com expectativa de depoimentos das partes envolvidas e testemunhas nos próximos dias.

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