Gonzaga Leal e Alaíde Costa apresentam o show “Porcelana”

Celebração da amizade e da música comemora os 80 anos da cantora

Parceria de 20 anos se traduz em espetáculo bem elaborado, com desenho teatralParceria de 20 anos se traduz em espetáculo bem elaborado, com desenho teatral - Foto: Arthur Mota

 

Vinte anos de amizade traduzidos em um show delicadeza e amorosidade. É assim que poderia ser descrito a parceria entre a carioca Alaíde Costa e o pernambucano Gonzaga Leal, que juntos fazem há dez anos o projeto “Porcelana”. Os dois mais uma vez trazem à capital pernambucana este show, agora dentro da programação do Janeiro de Grades Espetáculos, às 20h, no Teatro Santa Isabel.

“O show tem toda uma dramaturgia musical, um desenho teatral, pois vem com uma cenografia caprichada. Este é um show para cumprir uma função dentro desse festival, que congrega os melhores espetáculos de dança, teatro e música”, afirma Gonzaga.

O “Porcelana” ganhou em 2016 um CD em comemoração aos 80 anos de Alaíde. O álbum, financiado pelo Funcultura, conta com 13 faixas que trazem canções que refletem a estrada musical dos cantores. No repertório do show estão músicas como “Quando se vai um amor”, de Capiba; “Solidão”, de Alceu Valença e “Delicado”, de Socorro Lira.

“O Porcelana comemora não apenas a amizade e parceria, mas também 50 anos de música de Alaíde. Fico muito honrado em trabalhar com essa nobre artista que já foi parceira de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, só pra exemplificar. Ela foi importante na Bossa Nova e atravessou grandes fases da música brasileira se mantendo íntegra a seu ofício, e, nesse aspecto, nós nos entendemos muito bem”, explica Leal.

Tendo 15 discos gravados, Alaíde Costa tem como um dos maiores destaques da sua carreira o dueto com Milton Nascimento, no antológico Clube da Esquina, de 1972, em “Me deixa em paz”. O primeiro álbum autoral veio apenas em 2014, o “Canções de Alaíde”, em que apresenta obras compostas por ela em parceria com variados letristas. “Porcelana”, por sua vez, marcou uma fase de experimentações de novas sonoridades para a música popular brasileira de Alaíde.

“Esse é um trabalho bem diferente do que eu vinha fazendo, sobretudo por ser um trabalho em dupla. São canções com outra linha musical e poética. É uma experiência muito boa cantar gêneros diversos como toada e fado que eu não fazia. Escrevi até uma canção em iorubá”, comenta Alaíde.

E aos 80 anos de idade, Alaíde ainda mostra que ainda tem fôlego para muito mais e continua produzindo trabalhos. O mais recente está sendo realizado com o produtor mineiro Geraldo Rocha. “Enquanto houver vida, vai haver música em mim”, afirma a cantora.

 

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