Cultura

"Grandes Personalidades do Nordeste" relembra história de Nísia Floresta

Fundaj DerbyFundaj Derby - Foto: Divulgação

A potiguar Nísia Floresta Brasileira Augusta é reconhecida como a primeira feminista do País. De seu nascimento, em 1810 para cá, mais de dois séculos se passaram. A luta, entretanto, segue completamente atual e é sobre a história da educadora, escritora e poetisa que vai tratar segunda live da série "Grandes Personalidades do Nordeste" desta quinta-feira (25), às 17h, no canal do Youtube da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

Com o tema "Nísia Floresta, patrimônio e memória intelectual nordestina", o evento digital - promovido pela Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) , da Fundaj - recebe a professora hispânica Laura Sánchez (biógrafa e tradutora de Nísia).

Em um intercâmbio cultural, a doutoranda em Sociedade, Cultura e Fronteiras retoma aspiração pela história da revolucionária brasileira. De acordo com ela, sua maior motivação na pesquisa "sempre foi recuperar memórias de personalidades intelectuais que fizeram diferença e preservá-las". Para o seu mestrado, Sánchez pesquisou sobre uma mulher do Brasil e encontrou Nísia. 

Nísia Floresta
Nascida em Papari, no Rio Grande do Norte, Nísia Floresta aos 23 anos havia publicado um livro e passado dois casamentos — o que não era comum à época. Em “Direitos Das Mulheres e Injustiça Dos Homens” (1832), a autora potiguar colocava em evidência a própria personalidade e opções existenciais. Mas não parou por aí. Ao longo da vida, escreveu outras 14 obras, hoje prestigiadas mundialmente.

Nos títulos, defendeu os direitos das mulheres, dos índios e dos negros. Fortemente influenciada pelo filósofo Augusto Comte, pai do positivismo — com quem conviveu em viagens à Europa —, Nísia reconhecia as mulheres como importantes figuras sociais, dotadas de uma identidade fundamental para o crescimento das sociedades e muito além do contexto doméstico. 

Mesmo perseguida por autoridades, ela fundou o colégio Augusto, no Rio de Janeiro.  Como educadora, Nísia ensinava a leitura e escrita em três idiomas, matemática, música e dança, mas também as ciências naturais e sociais.

Em artigo publicado no ano de 1831, escreveu: “Por que [os homens] se interessam em nos separar das ciências a que temos tanto direito como eles, senão pelo temor de que partilhemos com eles, ou mesmo os excedamos na administração dos cargos públicos, que quase sempre tão vergonhosamente desempenham?”.

Além das atividades voltadas à educação, Nísia Floresta colaborou com vários órgãos da imprensa, como o Jornal do Brasil, Correio Mercantil, Diário do Rio de Janeiro e Brasil Ilustrado. Faleceu na França, no dia 24 de abril de 1885. Hoje o município onde nasceu recebe o seu nome em homenagem. 

Sobre a palestrante
Laura Sánchez nasceu em Barcelona, na Espanha. É professora de História e Escrita Científica e Doutoranda em Sociedade, Cultura e Fronteiras. Mestra na mesma linha com ênfase na linha de Território, História e Memória.

Licenciada em Letras Português/Espanhol e respectivas Literaturas. Licenciada em História. Autora dos livros: Lastanosa: história e memória do intelectual e Holotecário do século XVII e Nísia Floresta: memória e história da mulher intelectual do século XIX, com co-autoria da potiguar Rute Pinheiro.

Série/Programação
Programada para sete encontros, a série convida outros especialistas para esplanar a vida de nomes como Antônio Conselheiro, Padre Cícero Romão, Delmiro Gouveia e Zumbi dos Palmares.

Confira:

Quinta (2 de julho): Nise da Silveira

Quinta (9 de julho):  Antônio Conselheiro

Quinta (16 de julho): Padre Cícero

Quinta (23 de julho): Delmiro Gouveia

Quinta (30 de julho): Zumbi dos Palmares

 

 

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