Grazi Massafera segue superando o estigma de “rostinho bonito”

Em “A Lei do Amor”, Grazi experimenta humor e celebra reconhecimento internacional por “Verdades Secretas”

Bruno Ribeiro, presidente do PT-PE, gravou inserçãoBruno Ribeiro, presidente do PT-PE, gravou inserção - Foto: Reprodução/Vídeo

 

A beleza de Grazi Massafera é unanimidade. Mas, aos poucos, a atriz conseguiu subverter o estigma de ser “mais um rostinho bonito” na tevê através de seu trabalho. Sem medo de “dar a cara a tapa”, estreou nas novelas em “Páginas da Vida”, de 2006, sob olhares contrariados de intérpretes veteranos, que não entendiam o que uma ex-”BBB” fazia ali. Em seguida, engatou personagens de destaque e protagonistas em tra­mas como “Desejo Proibido”, “Negócio da China” e “Flor do Caribe”, entre outras.

Até que foi indicada ao Emmy Internacional, na categoria Melhor Atriz, pela Larissa de “Verdades Secretas”. Agora no ar em “A Lei do Amor”, enxerga na exuberan­te Luciane a oportunidade de viver um papel diferen­te do que fez até o momento. E, é claro, se divertir. “A Luciane é o oposto da mi­nha última personagem, então dá para explorar outras coisas completamente diferentes. Ela tem humor, é apimentada e divertida. Pelo menos, estou sentindo isso na hora de gravar”, conta, com um largo sorriso no rosto.

Na história, a personagem de Grazi é uma ex-garota de programa que esconde um passado sofrido. Mas, mesmo assim, tem uma personalidade divertida e extravagante. E, apesar de ser casada com Hércules, de Danilo Granghéia, mantém um relacionamento amoroso com Venturini, papel de Otávio Augusto. “Luciane não tem regra no amor, tem a própria ética de vida. Seu caráter é um pouco duvidoso para alguns, mas, para ela, é supernatural ser assim”, explica.

Acostumada a amenizar o sotaque de Jacarezinho, cidade do Paraná onde nasceu, Grazi pode agora aproveitar a sua forma de falar para Luciane. Afinal, a história se passa na fictícia São Dimas, uma cidade também interiorana. “De início, foi até complicado porque eu achava que meu próprio sotaque soava estranho na hora de atuar. Agora, já me acostumei, mas isso foi curioso para mim”, confessa.

Com 10 anos de carreira na teledramaturgia, Grazi tem consciência de que um longo caminho de trabalho e aprendizado ainda a aguarda. E acredita que foi justamente essa postura que fez com que conquistasse, pouco a pouco, o respeito dos colegas de profissão. “Sempre tive respeito por essas pessoas porque são atores que eu admiro. A minha formação é com eles e sempre será”, ressalta.

 

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