Grupo Sampri, do Mato Grosso do Sul, faz show no Recife

Formado por três irmãs, grupo Sampri é a atração deste mês do projeto Samba de Bamba, na Caixa Cultural

Grupo SampriGrupo Sampri - Foto: Guilherme Molento/Divulgação

Nem só de música sertaneja vive a cultura do Mato Grosso do Sul. Terra de músicos como Almir Sater, Luan Santana e Michel Teló, o estado do Centro-Oeste também produz sambistas. É o caso das irmãs Magally, Luciana e Renata, que juntas formam o grupo Sampri. Atração deste mês do projeto Samba de Bamba, o trio apresenta-se pela primeira vez no Recife, na Caixa Cultural, nesta terça-feira (25), a partir das 20h.

O grupo foi formado em 2002, influenciado pelas rodas de samba realizadas no quintal da casa do avô paterno das artistas. "Somos de uma família da música. Muitos dos nossos parentes foram ou são ritmistas de escolas de samba. Naturalmente, por estarmos inseridas nesse ambiente tão festivo, fomos pegando gosto pelo samba", conta a caçula Renata, que conversou por telefone com a Folha de Pernambuco sobre o trabalho do trio.

Além de cantar, cada uma das irmãs toca um instrumento diferente: Magally no cavaquinho, Luciana no pandeiro, e Renata no violão. Sempre na linha de frente do Sampri, elas veem a relação familiar como um diferencial da banda.

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"Algumas pessoas buscam a similaridade de timbres. Em razão da genética, há traços em comum. Acho que isso dá uma harmonização vocal diferente. Além disso, por causa da convivência, apenas pela troca de olhares ou expressão corporal a gente já se comunica, sem abrir a boca para falar nada", afirma.

Ao lado de canções autorais, o repertório do show traz releituras de grandes mestres do ritmo, como Noel Rosa, Cartola e Dorival Caymmi, além de sambistas contemporâneos, como Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho.

"Tocar os clássicos é uma maneira de nos transportarmos para a época em que eles foram compostos, quando havia censura e resistência à música dos subúrbios e periferias. A gente faz um passeio pelo samba, com uma pitada de cada momento vivido por esse ritmo ao decorrer de sua existência", explica.



"Sampri - Um bom samba faz bem" é o nome do primeiro CD autoral do grupo, lançado em 2013. Em 2016, o público conheceu o álbum "Resistência", que batiza o atual show das artistas. A maioria das músicas próprias da banda foi composta por Renata, como "Escolheu e acabou escolhido", "Fuzuê de malandro" e "Menino travesso".

"Conseguimos nos consolidar de uma maneira bastante representativa no palco. Prezamos muito pela resistência do samba, sobretudo no nosso estado, onde predomina o sertanejo. Rompemos a barreira no nosso estado não só em termos de gênero musical, mas também do gênero mulher", aponta.

Serviço:
Show do grupo Sampri
Nesta terça-feira (25), às 20h
Na Caixa Cultural (Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife)
R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)
Informações: (81) 3425-1915

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