Grupo teatral Magiluth completa 15 anos de resistência e festa

O grupo teatral Magiluth celebra nova idade com presente para o público: vai encenar seis das suas produções no Recife, em Caruaru e em Surubim

Aos 15 anos, companhia Magiluth se tornou uma das mais respeitadas do paísAos 15 anos, companhia Magiluth se tornou uma das mais respeitadas do país - Foto: Pedro Escobar/Divulgação

Celebrar é uma forma de se manter na luta. É com essa ideia em mente que o grupo Magiluth comemora seus 15 anos de trajetória, com uma mostra de peças que integram seu repertório e apresentações no Recife, em Caruaru e em Surubim. Um dos mais destacados e premiados grupos do País, o Magiluth irá realizar suas encenações desta terça (02) até o dia 27 de outubro. Ao mesmo tempo, aguarda o resultado das indicações a três dos principais prêmios cênicos brasileiros (Shell, Aplauso e Associação Paulista dos Críticos de Arte) pela peça "Apenas o fim do mundo".


Atualmente formada por seis integrantes (Giordano Castro, Pedro Wagner, Lucas Torres, Erivaldo Oliveira, Bruno Parmera e Mário Sérgio Cabral), a companhia surgiu em 2004, na época em que parte deles cursava a Universidade Federal de Pernambuco. "Éramos quatro, eu, Lucas, Marcelo Oliveira e Thiago Liberdade", relembra Giordano. Das duas primeiras letras do prenome de cada um, surgiu a sigla Magiluth. "Hoje, fazemos 15 anos de trajetória, com dez espetáculos montados e tendo recebido vários prêmios pelas montagens que a gente fez. Somos um grupo que tem a alegria de dizer que circulou pelo Brasil inteiro com nossos espetáculos, percorremos todas as capitais, menos Palmas e Porto Velho. E agora é hora da celebração", acrescenta.

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Serão 15 apresentações, sendo seis espetáculos ("Aquilo que meu olhar guardou para você", "Dinamarca", "Luiz Lua Gonzaga", "Apenas o fim do mundo", "O canto de Gregório" e "1 torto") e um ensaio aberto da versão do coletivo para "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto. De 02 a 12 de outubro, as apresentações serão no Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro, no Recife, ao preço de R$ 30 (ou R$ 15 a meia entrada). Uma apresentação especial de "Luiz Lua Gonzaga" vai acontecer na Praça do Arsenal, no Bairro do Recife, no dia 04. Nos dias 13 e 14, o Magiluth estará em Surubim, onde se apresenta na Praça Dídimo Carneiro e no Reduto Coletivo, durante a programação gratuita da Mostra Ouro Branco de Artes. Em 19 de outubro, chegam a Caruaru, para integrar o Festival de Arte do Agreste (Feteag), também sem custos para o público. E de 23 a 27 de outubro, eles voltam a se apresentar no Sesc Santo Amaro.

Conhecidos por trilhar um caminho de pesquisa e experimentação cênica, os membros do Magiluth se dedicam a questões existenciais, temáticas sociais e análises políticas. "Se formos fazer uma análise de nosso percurso, o fato é que surgimos em meio a um momento muito efervescente e culturalmente favorável para o campo artístico, no início do primeiro governo Lula. Vimos a consolidação de políticas públicas para a cultura, tanto em nível federal como local, que agora vêm sendo ameaçadas. Então, fazer 15 anos nesse momento é algo muito simbólico, e acreditamos que é preciso celebrar a resistência de quem faz teatro no Brasil. Essa resistência que, apesar de todas os períodos tristes de nossa História, como a ditadura militar e o governo Collor, permitiu que o teatro sobrevivesse. A gente vai passar por isso e acreditamos que é preciso reafirmar a comunhão entre o artista e a plateia. É desse encontro que muitos produtores estão vivendo, provando que essa relação é mais forte do que as iniciativas que alguns gestores políticos vêm tomando para minar a classe o tempo todo", afirma Giordano. "Todos os nosso trabalhos têm um flerte com a festa, com a comemoração. Vamos continuar lutando, brindando, pulando de olhos fechados nas piscinas. 15 anos é só o começo".

 

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