Henrique Lima encena o solo de dança 'Brutos que respiram'

O 23º Festival de Dança do Recife traz o espetáculo do bailarino pernambucano radicado em São Paulo, nesta quinta-feira (18), no Teatro Apolo

Henrique Lima iniciou a carreira no Balé Popular do Recife, em 1991Henrique Lima iniciou a carreira no Balé Popular do Recife, em 1991 - Foto: Rafael Renzo/Divulgação

O pernambucano Henrique Lima construiu, ao longo de 27 anos, uma sólida carreira em importantes companhias de dança do cenário nacional e internacional. Desde 2012, o bailarino vem trilhando um caminho independente de trabalhos autorais e sem vínculo com grupos. Pela primeira vez, ele terá a oportunidade de mostrar essa nova fase artística em sua cidade natal. O 23º Festival de Dança do Recife traz o solo "Brutos que respiram", com sessão nesta quinta-feira (18), às 21h15, no Teatro Apolo.

O espetáculo estreou em março deste ano, em São Paulo. O ponto de partida da montagem é a respiração, que Henrique transforma em movimento no palco. "Eu sou uma pessoa bastante ativa. Então, às vezes, é difícil conseguir parar e dar uma respirada. Também, com tanta brutalidade e violência que estamos vivendo atualmente, precisamos respirar para seguir em frente. Esses pensamentos serviram de mote para o título e foi em cima dele que eu comecei a explorar a criação", conta o intérprete-criador, que assina ainda a direção e a trilha sonora.

"Iniciei essa investigação corporal tentando tirar o movimento dos estímulos que vinham da minha respiração. Passo os primeiros dez minutos do espetáculo sentado, apenas respirando. Através dessa situação é que eu vou criando as cenas", explica. Com um tempo de duração entre 20 e 25 minutos, o solo tem a improvisação como base.

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"Cada apresentação é uma criação nova, uma ideia nova, um novo movimento. O que eu crio em uma noite de apresentação acaba sendo usado em outra. E assim o solo vai crescendo. O bom é que eu nunca o deixo pronto. Ele está sempre indo para novos caminhos. Não há como enjoar", comenta.



Morando longe de Pernambuco há nove anos, Henrique passou por grupos de outros estados e até de fora do Brasil, como Cisne Negro Cia de Dança, Balé Da Cidade De São Paulo, Quasar Cia De Dança, J.Gar.Cia e Companhia Portuguesa De Bailado Contemporâneo. Na capital pernambucana, ele iniciou seus estudos em dança no Balé Popular do Recife, integrando depois a Compassos Cia de Dança e a Vias da Dança.

   Trajetória

"Comecei com danças populares. Depois, fui fazer moderno, jazz, balé clássico e contemporâneo, além de estudar capoeira e artes marciais. Fui trabalhando com várias técnicas, coreógrafos e companhias. O meu corpo tem um pouco de cada um desses elementos. Estou com 42 anos e fiz tudo o que eu tinha vontade, movido por minha curiosidade e vontade aprender. Não fiquei rico e nem famoso, mas consigo entrar em qualquer terreno", afirma.

Serviço:

Espetáculo "Brutos que respiram", de Henrique Lima
Nesta quinta-feira (18), às 21h15
Teatro Apolo (rua do Apolo, 121, bairro do Recife)
R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada)
Informações: (81) 3355-3321

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