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Herança milionária de Chadwick Boseman inspira disputa familiar seis anos após morte de ator

Irmãos do artista de 'Pantera Negra' (2018), morto em 2020, tentam tirar viúva do controle de patrimônio avaliado em R$ 15,2 milhões

Ator, Chadwick Boseman, faleceu aos 43 anos, em 2020Ator, Chadwick Boseman, faleceu aos 43 anos, em 2020 - Foto: Valerie Marcon/ AFP

A disputa pelo patrimônio deixado por Chadwick Boseman, morto em 2020, voltou aos holofotes após os irmãos do ator recorrerem à Justiça dos Estados Unidos para tentar retirar a viúva, Taylor Simone Ledward Boseman, da administração do espólio. Segundo documentos apresentados num tribunal de Los Angeles, Kevin e Derrick Boseman acusam Taylor de descumprir uma decisão judicial e de manter a família sem informações sobre a gestão dos bens deixados pelo astro de " Pantera Negra".

O caso tem origem no fato de Chadwick ter morrido sem deixar testamento. Nesses casos, cabe à Justiça definir como será feita a administração e a divisão do patrimônio. Em 2022, um tribunal decidiu que os pais do ator, Leroy e Carolyn Boseman, teriam direito, juntos, a 50% da herança, enquanto a outra metade permaneceria sob controle da viúva, responsável também por administrar o espólio.

Quase quatro anos depois da decisão, porém, os irmãos afirmam que a partilha ainda não foi concluída. Eles alegam que Taylor continua administrando sozinha os bens, sem prestar informações aos demais herdeiros e sem cumprir determinações judiciais relacionadas à distribuição do patrimônio.

Segundo a petição, o espólio reúne recursos provenientes de direitos autorais e pagamentos residuais pelos filmes estrelados por Chadwick, receitas ligadas ao uso de sua imagem e de sua propriedade intelectual, investimentos, apólices de seguro, contas bancárias e bens pessoais. Apenas os valores mantidos em contas bancárias ultrapassariam US$ 3 milhões (o equivalente a R$ 15,2 milhões).

Os irmãos sustentam que a viúva ainda não transferiu uma apólice de seguro destinada à mãe do ator, não concluiu o encerramento de contas bancárias, tampouco prestou contas sobre pagamentos residuais feitos pelo sindicato dos atores americanos (SAG-AFTRA) após a morte de Chadwick. Eles também afirmam que ainda existem bens não reclamados que deveriam ser incorporados ao espólio e posteriormente distribuídos aos herdeiros. As informações foram publicadas pelo site "TMZ".

Prejuízos financeiros

Na ação, Kevin e Derrick dizem que a demora tem causado prejuízos financeiros aos pais do ator, além de impedir que a família participe de decisões envolvendo a preservação e a exploração comercial do legado de Chadwick Boseman. Eles também afirmam ter tentado resolver a questão diretamente com Taylor antes de recorrer novamente aos tribunais.

Por isso, pedem que a Justiça declare a viúva em desacato por suposto descumprimento da decisão de 2022, determine que ela apresente uma prestação de contas completa do espólio em até 30 dias e conclua a distribuição dos bens remanescentes. Os irmãos também solicitam que Taylor seja destituída definitivamente da função de administradora e substituída pelo advogado Jason Rubin.

Além disso, querem que ela fique impedida de firmar novos contratos envolvendo o patrimônio, a imagem ou os direitos do ator sem autorização da família, bem como seja obrigada a compartilhar todos os documentos relacionados à administração do espólio e a arcar com as despesas judiciais do processo.

Chadwick Boseman morreu em 28 de agosto de 2020, aos 43 anos, em decorrência de complicações de um câncer de cólon. O ator conviveu com a doença durante quatro anos sem tornar o diagnóstico público e seguiu trabalhando em produções como "Pantera Negra" (2018), "Destacamento Blood" (2020) e "A voz suprema do blues" (2020).

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