Homenagens aos mestres da sanfona

Margareth Menezes e Beto Hortis fazem show para celebrar Dominguinhos, Luiz Gonzaga e Sivuca

Show integra projeto “Mestres do Mundo”, no Teatro de Santa Isabel, na programação do Janeiro de Grandes EspetáculosShow integra projeto “Mestres do Mundo”, no Teatro de Santa Isabel, na programação do Janeiro de Grandes Espetáculos - Foto: Rafael Furtado

 

Em 1989, a ainda desconhecida Margareth Menezes foi convidada por Dominguinhos e Gilberto Gil para estrelar um espetáculo patrocinado pela marca de fita cassete Basf, em que os dois deveriam introduzir uma cantora nova ao Brasil. Sob a direção do jornalista Zuza Homem de Mello, o show foi tão bem recebido na sua estreia em Curitiba que contou com aplausos por dois minutos, seguidos do bis com “Januário”, em homenagem a Luiz Gonzaga, falecido apenas duas semanas antes da data.

“Gil e Dominguinhos eram dois artistas consagrados, o show era os dois me apadrinhando. Passamos pelo Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. Hoje tem um significado maior, foi uma benção ser apresentada por eles. Depois, encontrei Dominguinhos de vez em quando. Não tive a oportunidade estar presente na vida dele de uma forma mais efetiva, mas sempre que o encontrava era uma coisa carinhosa, o admirava pelo músico e maestro que era”, relembra a baiana, que repete a homenagem ao Rei do Baião esta noite, dentro do projeto “Mestres do Mundo”, em que também acrescenta na lista de tributos o velho amigo Dominguinhos e Sivuca. A apresentação desta quarta-feira (25) ocorre às 20h30, no Teatro de Santa Isabel, dentro da programação do Janeiro de Grandes Espetáculos.

Por celebrar os três maiores nomes da sanfona na história da música brasileira, o projeto também conta com a participação de Beto Hortis, que é hoje um dos maiores representantes do instrumento no Estado e ficará sob o comando do acordeom. “O Beto é o responsável pelo repertório. Não devem faltar os maiores sucessos. A sanfona é um instrumento versátil, rico. Acho que vamos usar toda a expressão do universo junino”, comenta ela, que atribui à cultura sertaneja parte fundamental da sua formação musical.

“Meu pai tinha todos os discos de Gonzaga, então vivencio isso desde criança. Inclusive, acho que é obrigação de todo artista popular brasileiro conhecer sua obra. Ele não tinha preconceito musical, até no Carnaval da Bahia eu vi Gonzaga em cima de trio elétrico. Um artista com uma abertura grande que ajudou a construir nossa identidade. Faço parte da escola dos artistas que o reverenciam”, explicou ela, que aceitou o convite da produtora Margot Rodrigues para participar do projeto não só pela carga afetiva da obra dos homenageados em sua vida, mas também para completar as comemorações dos seus 30 anos de carreira, neste ano.

“Queria também tornar este ano mais especial com essa proposta de festejar pessoas tão importantes da nossa música”, resume Margareth. “Minha relação com a música pernambucana é total. Conheço outros artistas daí, já gravei com Lenine, toquei com Otto. Tenho afinidade com essa música toda, nosso universo é muito amplo, não existe essa história de fronteira com a Bahia. Essa questão rítmica nordestina vem toda da África e dos índios, temos uma conjunção nesse lugar. Tem coisa da cultura baiana que vem do frevo, muito da nossa percussão foi absorvido aí, vivemos essa familiaridade”, observa Margareth.

 

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