'Hot Night' e eventos da Golarrolê provam que a festa nunca termina

Público mantém festas da 'Hot Night' e do selo Golarrolê sempre cheias e adere aos mais variados gêneros musicais

'Hot Night' investe em canções dos anos 1980 e 1990'Hot Night' investe em canções dos anos 1980 e 1990 - Foto: Flaviano Teixeira/Divulgação

É difícil achar um público que não se veja contemplado por alguma festa que, de tempos em tempos, traz música e agito para as noites recifenses. Brega, rock e clássicos oitentistas são apenas alguns dos estilos musicais englobados pelo mercado de eventos, que, mesmo com a economia incerta, continua bombando na cidade. São festas como a "Hot Night", que embala as noites com canções e bandas dos anos 1980 e 1990, e as que participam do selo Golarrolê, que traz uma gama de gêneros musicais para todos os gostos.

O segredo parece ser levar ao público o que se vê nos próprios ciclos sociais, atentando para os quereres do público. Foi o caso com Allana Marques que, lá em 2006, começou a fazer festas para os amigos juntamente com seu sócio, Lucas Logiovine. "Foi uma coisa meio orgânica que foi acontecendo. Somente em 2010 foi que vimos a necessidade de profissionalizar as festas, porque tinha o nome do Golarrolê, mas não era uma empresa formal. Conversamos e pensamos 'por que a gente não fica fazendo festas assim? A galera curtiu muito'", relembra a produtora.

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Também foi o caso da "Hot Night": surgida há cinco anos, a ideia da festa veio de uma conversa simples entre sócios. "Conversamos sobre o valor dos anos 1980, um negócio que voltou com tudo e que traz bandas que merecem muito nosso respeito", conta Sérgio Leão, produtor da festa. "Desde o começo nós sabíamos que o alvo é um público que não tem muita opção de saída", diz.

Local de realização

As exigências do público também guiam a escolha do lugar das festas, que, apesar de se consolidarem em um local, mudam eventualmente. A "Hot Night", por exemplo, apresentou sua primeira mudança de local na última edição, indo do Downtown Pub, no Recife Antigo, para a Casa Rosada, no Espinheiro. "A festa cresceu. Muitos amigos comentavam que queriam ir, mas os ingressos acabavam logo. Por isso, começamos a pensar num local maior, que pudesse ser ambientado como uma boate da época", revela o DJ Alfredo Galamba, também sócio da festa.

O sucesso da edição reinventada foi garantido: "Praticamente todas as outras no Downtown foram casa lotada, mas agora a 'Hot Night' cresceu, tomou corpo. A gente percebeu que o negócio ia ser um sucesso quando vendemos 40 mesas em dois dias", comemora Sérgio.

Jailton Santos, de 50 anos, viu na mudança de local a oportunidade de comparecer à “Hot Night” pela primeira vez. Comprou uma mesa do camarote e não se arrepende da “farra”, que durou até às 4h da madrugada. “Todos os meus convidados acharam excelentes a qualidade das músicas e o ambiente. Foi show de bola”, avalia. “É um público normalmente mais velho, mais tranquilo, então não tem confusão”, opina.

Para o selo Golarrolê, se reinventar é a chave. "Nossa primeira dificuldade é encontrar lugares, porque em 12 anos muita coisa muda. Agora as pessoas podem escolher mais e melhor, então a gente tem essa preocupação de oferecer sempre um lugar massa", avalia Allana.

"Nós criamos uma identidade, mas às vezes há essa necessidade de mudar, fazer novas decorações, porque se não as festas ficam muito iguais", opina. Apesar da economia não estar das melhores, Allana avalia que o mercado “foi o menos prejudicado. Você vê que a galera deixa de comprar roupa, mas não deixa de sair, de tomar uma cerveja. Acho que o lazer é algo compulsivo", considera.

O cuidado com as músicas

A preocupação com o som também é algo em comum às duas marcas festeiras. Na "Hot Night", o leque de possibilidades entre as músicas dos anos 1980 e 1990 permite a banda Downtown e ao DJ Alfredo Galamba, presentes em todas as edições, tocarem clássicos, mas não deixarem de inovar.

"As décadas de 1980 e 1990 foram de anos prolíferos, tiveram hits que tocam até hoje. Há muitas músicas que, se eu não tocar, vou apanhar do público", brinca o Alfredo. "Nada mais prazeroso do que você zerar o volume e ouvir os amigos cantarem à capella. Depois subo o volume aos poucos e gritam de alegria. A interação é grande", conta o DJ.

A música é refletida na diversidade de festas do Golarrolê, que traz festas como a Odara Ôdesce (focada em música brasileira), a Maledita (música pop), a Brega Naite (funk e brega) e a Neon Rocks (rock dos anos 1970, 1980 e 1990). “Segundo a produtora Allana, ao mesmo tempo que cada festa é pensada para um público, os frequentadores se misturam entre elas.

"Não é necessariamente para cada público porque temos gente que vai para todas as seis festas. Há uma galera que vai só para determinada festa, mas é uma variável que não tem muito certinho", diz. Ela conta que a única festa para a qual foi realizado um estudo de mercado foi a Maledita. "As outras foram super orgânicas. Nós fomos vendo o que a galera curtia", comenta, mencionando que busca referências em São Paulo. "Quando começamos não tinha muito parâmetro e inspirações, então foi realmente fazendo e aprendendo".

Próximas edições

A próxima "Hot Night" ocorre só em julho, no dia 21. A edição também será na Casa Rosada, começando às 21h e tendo como atrações o DJ convidado Toni Lima e a banda Máquinas na Pista, além da tradicional Downtown Band. Os ingressos já estão a venda no Sympla.

Já a próxima do Golarrolê é a "MaleCLASSICS", que ocorre neste sábado (26), às 23h, no Espaço Almirante (Cais de Santa Rita, S/N). Ingressos a partir de R$ 35, com transsexuais e dragqueens entrando grátis. Ingresso a venda também no Sympla.

 

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