Ilva Niño está no elenco da comédia musical “Cabaré da Humanidade”

Sem subir nos palcos de Pernambuco desde o regime militar, atriz

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A noite desta sexta-feira (13) será de reencontro entre Ilva Niño e o Recife, cidade de onde a atriz precisou fugir após o regime militar de 1964. Pernambucana nascida no município de Floresta, a artista de 83 anos volta a se apresentar em sua terra de origem após cinco décadas morando no Rio de Janeiro. Convidada do 23º Janeiro de Grandes Espetáculos, pela primeira vez sobe ao palco do teatro que leva o nome de seu marido, o dramaturgo Luiz Mendonça (1931-1995). A peça encenada é “Cabaré da humanidade”, originalmente escrita e dirigida pelo filho do casal, Luiz Carlos Niño (1965-2005).

“Eu só havia visitado esse teatro uma vez, no dia da sua inauguração. Essa oportunidade, para mim, trouxe grandes emoções. Eu acredito que ele (Luiz Mendonça) desejaria muito estar aqui. Talvez, não em cena, mas estaria usando esse lugar de alguma maneira. Jamais ficaria fechado. Ele tinha loucura por espaço, que eram muito escassos na nossa época”, defende a veterana, reconhecida por seus papéis em novelas da TV Globo. Ilva e o esposo tiveram que deixar Pernambuco por conta do envolvimento com o Movimento de Cultura Popular (MCP), criado durante a primeira gestão de Miguel Arraes como prefeito do Recife.

Deixando para traz tudo que haviam construído até então, Ilva e Luiz chegaram ao Rio de Janeiro depois de 18 dias de viagem. O início da trajetória na capital carioca, segundo conta a artista, não foi nem um pouco fácil. “Ninguém queria chegar muito perto da gente. Nós erámos sempre vistos como o casal que estava fugindo. Tivemos que começar do zero. Aos poucos, foram aparecendo convites. Primeiro, fomos dar aulas a operários de uma fábrica. Depois, fui contratada pela Fundação Oswaldo Cruz para trabalhar com teatro e educação”, conta.

As portas da TV Globo se abriram por intermédio do dramaturgo Dias Gomes. Sua primeira aparição na telinha foi em “Bandeira 2”, de 1971. “A gente se conhecia do teatro. Eu cheguei a fazer uma peça dele, chamada ‘O pagador de promessas’. Por isso, quando ele foi chamado para escrever novelas, resolveu me levar com ele”, revela. Um dos personagens mais marcantes de Ilva na televisão foi em uma novela do autor. Até hoje, ela é lembrada por Mina, empregada da Viúva Porcina (Regina Soares), no folhetim “Roque Santeiro”, de 1975.

Peça

Em “Cabaré da humanidade”, comédia musical que Ilva Niño dirige ao lado de Josué Soares, o anjo Lúcifer é banido do céu por Deus. Caindo no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, ele resolve produzir uma peça teatral no cabaré de Madame Satã.
No espetáculo, o diabo resolve contar a história da humanidade. “O enredo é simples, mas feito com muito colorido e irreverência”, afirma. A atriz, que interpreta cinco personagens, divide a cena com mais oito atores no elenco.

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