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Jon Bon Jovi fala de documentário sobre sua banda: "Gosto de pensar que é sobre primeiros 40 anos"

Lançada pelo Star+, produção em quatro capítulos estará disponível a partir de sexta-feira (26)

O grupo Bon Jovi nos anos 1980 O grupo Bon Jovi nos anos 1980  - Foto: Divulgação

“Brasileiros, estou bem, consigo cantar”. Assim, Jon Bon Jovi, aos 62 anos, resumiu os problemas nas cordas vocais que vem enfrentando desde 2019 e culminaram numa cirurgia em 2022.

Em entrevista ao Globo via Zoom, a estrela do rock enfatizou que gostaria de tranquilizar os fãs do Brasil. Ele ainda está em tratamento, não vê a hora de colocar o pé na estrada e comemorar os 40 anos de banda completados este ano — só não sabe se vai conseguir.

— É um processo, faço o que posso nas terapias vocais. Gravei um novo álbum, já lançamos o single “Legendary” (disponível nas plataformas desde 14 de março), então posso cantar. Canto todos os dias, mas preciso ter certeza de que consigo fazer 2h30 de show, quatro noites por semana e que isso estará nos meus padrões. Eu não dou menos de 100% de mim e meus fãs estão acostumados com isso — explica Jon Bon Jovi.

Detalhes sobre o que aconteceu com o artista e mais sobre os tratamentos que ele vem fazendo estão na série documental da Star + “Thank you, goodnight: a história de Bon Jovi”, disponível a partir de sexta-feira. Dividida em quatro episódios, a produção tenta dar conta da história de quatro décadas da banda, desde sua formação até planos para o futuro, passando pela infância de Bon Jovi, ascensão meteórica e os problemas da estrada, como a saída repentina, em 2013, de Richie Sambora, guitarrista, cantor e compositor ao lado do “frontman”.

— São 40 anos de arquivo e é um luxo ter acesso a esse material. Jon e os outros membros da banda organizaram muita coisa ao longo desses anos. Tivemos acesso a muitas pessoas e é uma história que ainda está acontecendo, também tentamos olhar para os próximos 40 anos — diz o diretor e produtor executivo Gotham Chopra.

No total, são aproximadamente cinco horas de entrevistas, fotos e vídeos que recontam e tentam dar conta da dimensão do que é Bon Jovi. Todos os integrantes, incluindo Richie, participam da série — com exceção de Alec John Such, que morreu em 2022. O documentário, inclusive, presta uma homenagem ao baixista dedicando o trabalho a ele.
 

Desculpas de Sambora
Um dos pontos altos da produção e, provavelmente, um dos momentos mais esperados pelos fãs é a explicação da saída de Richie Sambora da banda. Em 2013, num dos shows de uma turnê com mais 80 marcados, o guitarrista e parceiro de Jon nos vocais decidiu não aparecer. E não apareceu mais, sendo substituído permanentemente por Phil X.

Na época, as motivações alegadas como “pessoais” ficaram sem muita explicação. Mas o show continuou e a turnê do Bon Jovi foi a maior e mais lucrativa daquele ano.

Em “Thank you, goodnight: a história de Bon Jovi”, Gotham explorou em cerca de meia hora a versão de Richie Sambora e as reações e consequências de sua decisão para o resto da banda. O guitarrista diz que Jon Bon Jovi e os outros sabiam por que ele tomou tal atitude. “Tinha muita tensão entre todo mundo e realmente pensei que ficariam melhor sem mim”, diz ele em trecho da série. O músico fala ainda que não se arrepende de ter saído, mas da forma que o fez. “Quero pedir desculpas. Meus pés e meu espírito não me deixaram passar pela porta”, continuou ele. Em entrevistas à imprensa internacional, Jon Bon Jovi contou que, em dez anos, essa foi a primeira vez que ele ouviu o ex-companheiro de banda pedir desculpas.

— Ter um documentário sobre você mesmo é um pouco surreal. Você não deveria ver sua vida passar diante de seus olhos até o momento em que caminhará para a luz — reflete Jon, acrescentando que não mudaria nada em sua trajetória. — Seria fácil dizer que teria feito algo diferente agora que já passou, mas a jornada é como ela é e os obstáculos são o caminho. Então, aceito o que é bom, o que não é e o que é indiferente. Foi isso que me trouxe até aqui.

Volta ao Brasil
Jon Bon Jovi acredita que sua jornada profissional não acabou. Está otimista com o futuro e conta que “gostaria muito” de trazer uma nova turnê ao Brasil — a última apresentação no país foi no Rock in Rio em 2019. O novo álbum da banda, o 16º, está previsto para ser lançado em 7 de junho e se chamará “Forever”.

— Gosto de pensar que esse documentário é sobre os primeiros 40 anos. Estou confiante que nosso novo trabalho é o melhor que fizemos em 20 anos. A única coisa que falta é estar 100% saudável para celebrar tudo isso no palco. Estou trabalhando para isso — torce o artista.

Depois de acompanhar de perto a rotina da banda por dois anos, Gotham está tão otimista quanto o artista e pretende vir ao Brasil junto com ele para comemorar a melhora do astro do rock:

— Construímos relações reais ao longo desses anos e isso foi importante porque, para fazer algo honesto e autêntico, você precisa construir confiança. Acredito que Jon vai voltar e eu também estarei no Brasil quando ele for se apresentar.

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