Julgamento do produtor Harvey Weinstein é adiado para janeiro

Annabella Sciorra acusou Weinstein em outubro de 2017 em um artigo da revista The New Yorker de tê-la estuprado em 1993

Ex-produtor de cinema Harvey WeinsteinEx-produtor de cinema Harvey Weinstein - Foto: SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA /

O julgamento por agressões sexuais contra o famoso produtor de cinema Harvey Weinstein, que devia começar no início de setembro, foi adiado para 6 de janeiro depois de que uma atriz aceitou testemunhar contra ele, além das duas mulheres que o acusam ante a justiça.

O produtor, de 67 anos, se declarou inocente mais uma vez nesta segunda-feira de uma nova acusação apresentada pelo promotor de Manhattan durante uma audiência de 15 minutos no tribunal do estado de Nova York.

O documento, que segundo o juiz James Burke será possivelmente modificado para introduzir novas acusações e retirar outras, ainda não foi divulgado. Burke estimou que o julgamento durará cerca de seis semanas. Se for considerado culpado, Weinstein pode ser condenado a uma pena máxima de prisão perpétua.

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A advogada Gloria Allred confirmou que a promotoria pediu a sua cliente Annabella Sciorra, atriz da série da HBO "Família Soprano", que fosse testemunha no julgamento contra Weinstein.

Sciorra acusou Weinstein em outubro de 2017 em um artigo da revista The New Yorker de tê-la estuprado em 1993, na casa da atriz em Manhattan.

Sciorra está disposta a testemunhar "sob juramento", disse Allred em um comunicado.

Segundo alguns veículos americanos, a promotoria apresentou uma nova acusação apenas para permitir que Sciorra seja convocada como testemunha.

A atriz teria contatado o promotor tarde demais para que suas denúncias fossem incluídas na primeira acusação, e os supostos delitos cometidos contra ela teriam ocorrido há mais de 25 anos, tempo demais para ser objeto de uma ação judicial separada.

A defesa do produtor afirmou que responderá a nova acusação em um prazo de 45 dias e pedirá que o processo seja anulado.

Weinstein foi acusado por mais de 80 mulheres, incluindo várias celebridades, de agressões sexuais ao longo de vários anos, desde casos de assédio até estupro.

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