K-pop arrasta seguidores no Recife

Ritmo frenético sul-coreano conquista jovens pela coreografia complexa e carisma dos cantores

Grupo sul-coreano "Mamamoo"Grupo sul-coreano "Mamamoo" - Foto: Reprodução/Facebook

A música pop sul-coreana, o k-pop, vem ganhando espaço nas terras brasileiras. Somente em 2017, grupos como Blanc7, KARD e BTS passaram pelo País arrastando uma multidão de fãs para os shows. Recentemente, o grupo feminino Dreamcatcher veio à capital pernambucana para uma sessão de autógrafos.

Mas não é de hoje que a cultura Hallyu (nome dado a cultura pop sul coreana) vem marcando presença no território brasileiro. Eventos ligados à cultura geek japonesa vêm abrindo espaço para a música sul-coreana com palcos exclusivos para esse nicho e até mesmo concursos de dança de nível nacional.

A drag queen Mei Jin Lian, interpretada pelo ator e dançarino recifense Wanderson César, 22, conta que começou a consumir k-pop ouvindo o hit mundial "Gangnam Style", do rapper Psy, e daí seguiu para artistas como Hyuna, Fiestar, Girl’s Generation e SHINee. Em admiração à cultura, Mei chegou a produzir um hanbok, vestido tradicional coreano, para usar no Festival da Cultura Coreana em Pernambuco, estado no qual residem 36 famílias vindas do país asiático.

A drag, que integrou o júri do NE K-Pop contest na SuperCon 2017, no Recife, conta que os concursos estão cada vez mais concorridos e populares, principalmente entre jovens na faixa dos 15 anos. “Os concursos acontecem regularmente, e os grupos devem estar o mais próximo dos idols quanto possível, na execução da coreografia, sincronia, expressão corporal e artística”, explica. “Como arte educador, eu acho isso maravilhoso, ver essa juventude se engajando tanto nas artes.”



Para a dançarina e designer Júlia Gusmão, 21, a dedicação dos idols em serem multi-talento, dançarem coreografias complexas enquanto cantam e o forte carisma é o que a atrai ao k-pop. Ela conta que conheceu o gênero musical em 2012 e desde então passou a procurar vídeos no YouTube, talk shows e doramas (novelas) em que seus bias (artistas preferidos) participavam e buscar grupos cover, além de seguir páginas de fandons e frequentar eventos que abraçassem o k-pop.

Em 2014, a convite de uma amiga, começou a dançar k-pop e participar de concursos. “Eu vim do balé clássico, então por um lado as coisas eram fáceis porque eu entendo rápido os movimentos; por outro, é difícil perder todo o trejeito do balé para se encaixar no estilo marcado e firme do k-pop”.

As telenovelas coreanas, conhecidas como doramas, são outra fonte que o público ocidental dispõe para conhecer mais sobre a cultura sul-coreana. Os figurinos exibem suntuosas vestimentas tradicionais e penteados característicos da época, simulando o dia a dia da Coreia ainda unificada.

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