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Katiane Gouvêa é exonerada da Secretaria do Audiovisual

A decisão foi tomada pelo secretário especial de Cultura do governo federal, Roberto Alvim, nesta quarta (11)

Alvim exonerou Katiane nesta quarta (11)Alvim exonerou Katiane nesta quarta (11) - Foto: Ministério da Cidadania/Divulgação

O secretário especial de Cultura do governo federal, Roberto Alvim, decidiu exonerar a secretária do Audiovisual, Katiane Gouvêa. Ela se reuniu no começo da manhã desta quarta-feira (11) com sua equipe e se despediu.

A informação foi confirmada em nota pela Secretaria Especial de Cultura. A decisão ainda não foi publicada em Diário Oficial. Segundo a reportagem apurou, a decisão foi tomada em caráter emergencial e há um clima de tensão na Secretaria Especial de Cultura para inclusive rever atos e procedimentos de Katiane.

De acordo com relatos de servidores da secretaria do Audiovisual, Katiane foi escoltada por seguranças para deixar o prédio da secretaria de Cultura, onde fica a pasta do audiovisual. Em nota, a pasta afirma que o secretário de Cultura, Roberto Alvim, decidiu exonerar Katiane "Ao tomar conhecimento de que ocorreram fatos em sua campanha eleitoral que, supostamente, podem configurar irregularidade. Até que esses fatos sejam devidamente esclarecidos pela autoridade competente, o secretário decidiu por bem, em nome da lisura da coisa pública, afastá-la de suas funções de imediato".

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Ela foi nomeada para o cargo no fim de setembro, substituindo Ricardo Rihan no posto. Gouvêa foi candidata a deputada federal em 2018, pelo PSD, sob a alcunha Katiane da Seda -ela ocupou a diretoria de relações governamentais da Abraseda (Associação Brasileira de Seda). Com 960 votos, não se elegeu. Ela não é conhecida por trabalhos no meio cultural, mas arriscou uns pitacos na área nos últimos meses.

Seu nome é associado a um documento que, meses atrás, fez o presidente cogitar extinguir a Ancine (Agência Nacional de Cinema). Bolsonaro recebeu um relatório de projetos aprovados pela agência que considerou absurdos, como "Born to Fashion", um reality que se propõe a revelar modelos trans.

O texto, endossado por Gouvêa e assinado pelo conservador Movimento Brasil 2100, também escracha a autorização para captar recursos para uma nova temporada de série sobre a ex-prostituta Bruna Surfistinha e produções sobre a preservação da Amazônia.

 

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