Livro 'Baltimore' entrelaça realidade e ficção

Alexandre Santos lança primeiro tomo do romance neste sábado (12) e garante que, pelos temas abordados, a obra dará o que falar

 "É um livro polêmico. As pessoas amam ou odeiam", diz Alexandre Santos "É um livro polêmico. As pessoas amam ou odeiam", diz Alexandre Santos - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O escritor Alexandre Santos lança o primeiro tomo de seu livro "Baltimore" durante a XII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que encerra neste domingo (13), no Centro de Convenções, em Olinda. O evento acontece neste sábado (12), a partir das 15h. 

A obra já teve um lançamento prévio, no início de maio, durante o Salão do Livro de Genebra, na Suíça. Agora o autor, que é também presidente da União Brasileira de Escritores-Seção Pernambuco, dá aos conterrâneos o acesso a "Baltimore". "Estou muito animado com este lançamento regional", afirma.

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Segundo Alexandre, "Baltimore" é um romance que trata da realidade do Brasil contemporâneo. A obra conta como teriam sido os preparativos para as mudanças políticas que ocorreram no País nos últimos anos - mas sempre com um viés de ficção. "As coincidências existem, sim, mas é um livro de ficção e se alguém achar que não é, não posso fazer nada", brinca o autor, fazendo uma referência ao escritor paraibano José Américo de Almeida. "Ele escreveu que há diversas formas de contar a verdade, e uma delas é aquela que tem aparência de mentira", pontua. 
Trata-se de um livro longo, com mais de 1.200 páginas, o que levou Alexandre a optar por dividir o texto em seis tomos - o primeiro deles é o que será lançado na Bienal. "O primeiro tomo vai até o momento em que acontece um acidente de avião que mata um governador de estado que se preparava para ser presidente da República", descreve.
Em "Baltimore" todos os nomes de personagens são fictícios. "Procurei evitar os nomes reais. É um romance onde as pessoas vão perceber fatos históricos, mas não é um livro de História. No fundo, o livro não toma partido em relação às questões político-partidárias. Inclusive, os protagonistas não são do mundo da política", acrescenta. Para ele, o fato de nenhum nome de personagem coincidir com o real faz com que tentar descobrir quem é quem se torne "um novo encanto do livro".

Alexandre afirma, também, que por abordar temas atuais e controversos, "Baltimore" vai dar o que falar. "É um livro polêmico, as pessoas amam ou odeiam. Mas quem acredita em teoria da conspiração vai se identificar. No final, por exemplo, faço uma conexão muito parecida com essa que o The Intercept descobriu recentemente. E eu escrevi o texto muito antes disso", afirma.

O livro conta a história de uma organização internacional, o Instituto Mundial pelo Avanço da Economia (Imae), que inclusive já havia aparecido em outro livro do autor, "O Moinho" (2001). O Imae se reúne na cidade de Baltimore, em Maryland (USA) e seria o responsável por preparar quadros para a articulação liberal em todo o mundo.

O grupo lança um artigo que diz como seria possível ajustar os países da América do Sul a uma nova ordem econômica continental mais alinhada ao pensamento liberal, e esse documento cai nas mãos de uma pessoa que passa a organizar, no Brasil, uma resistência a esse projeto. O livro perpassa toda a mudança de governo, a partir do impeachment da presidenta (que na obra não se chama Dilma Rousseff).

Serviço
Lançamento do livro "Baltimore", de Alexandre Santos
(Editora Moinho, 304 páginas, R$ 50)
Quando: 12 de outubro, 15h
Onde: XII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (Centro de Convenções, Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda)

 

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