Música

Luísa Bahia e Flaira Ferro lançam parceria com single "Ciberneticamará"

Faixa e videoclipe estarão disponíveis nas plataformas nesta sexta-feira (11)

Luísa Bahia e Flaira Ferro estão juntas no single "Ciberneticamará"Luísa Bahia e Flaira Ferro estão juntas no single "Ciberneticamará" - Foto: Ethel Braga / Claudia Dalla Nora

O encontro das multiartistas Luísa Bahia e Flaira Ferro se materializou no single “Ciberneticamará”, lançado hoje em todas as plataformas de música acompanhado de um videoclipe. Com produção musical de Rafael Fantini, a faixa é o terceiro single da carreira musical da artista mineira, que se prepara para dar vida ao seu primeiro álbum. E a participação da pernambucana Flaira Ferro brinda o diálogo de duas artistas que têm se destacado em seus respectivos estados, com trajetórias que muito se aproximam. 

Gil como influência
O título da música reverencia Gilberto Gil e sua “Parabolicamará”, disco e música do baiano, de 1991. “Honro muito a influência do Gil, que surgiu de uma maneira muito orgânica. Cibernética é a ciência do controle das relações entre seres e máquinas e camará é uma flor e, ao mesmo tempo, a ideia de companheiro, no contexto da capoeira. Achei bonito juntar essa era cyber que nos conecta, mas que ao mesmo tempo é tão fria, com o camará, que simboliza a potência do encontro caloroso nessa roda do mundo”, diz a artista.

De autoria de Luísa Bahia e Gabo da Luz, “Ciberneticamará” surgiu em 2017 e foi uma das primeiras composições da cantora, compositora, atriz e poeta. “Fiz a letra e a melodia e depois Gabo, grande parceiro musical, fez a harmonia. A música faz parte do repertório do meu show autoral ‘Coisa de Bicho’, desde 2018, mas em 2021 ela ganhou uma nova cara, um refrão e, claro, uma conexão com esse momento mega cibernético que estamos vivendo. Nunca pensamos e sentimos tanto a perspectiva das múltiplas conexões”, conta a artista.

Duas artistas em sintonia
“Rezar para alguém que não se sabe, queimar as contas em dia, amar uma onda eletromagnética e dançar para fazer revolução”, diz a letra da canção. Essa inquietude da artista mineira parece casar perfeitamente com a atitude artística da dançarina, cantora e compositora pernambucana.

Luísa e Flaira se conheceram por meio da dança, em audições que as duas participaram em São Paulo. “Lembro que a gente teve uma conversa no início de um projeto com Morena Nascimento. Então Luísa entrou na minha vida nesse lugar da dança no período em que eu morei em São Paulo e a gente sempre se acompanhava. Ela sempre estava acompanhando o meu trabalho e em vários movimentos parecido comigo de perceber a arte, a educação e o feminino como temas centrais”, relembra Flaira.

Assim que recebeu o convite para participar do single e conheceu a música, as duas se reconectaram em uma troca artística. “Ela me mandou a música no final do ano passado e logo quando eu escutei gostei muito, achei super interessante a temática, achei o balanço legal e dentro da pandemia é uma forma da gente estar se mantendo conectadas uma com a outra e estar trocando artisticamente com outras pessoas, então a gente se sintonizou mesmo com essa música”, conta a pernambucana.

Videoclipe
O clipe de “Ciberneticamará” se inspira na teatralidade das duas artistas e mistura cenas de cyber gambiarras, pirotecnia, dança e truques de mágica. “O vídeo foi gravado em estúdio, em São Paulo, e de forma remota, com a Flaira, em Recife. Foi fruto de muitas parcerias e envolveu o trabalho de profissionais incríveis”, afirma Luísa Bahia. “Tivemos diversas inspirações. As performances em foto e vídeo da atriz Vera Holtz, foram uma grande referência, o jeito minimalista de brincar com gestos e objetos, nos fisga intensamente. Uma bruxona! O universo mágico do fotógrafo Tim Walker também foi ponto de partida para a construção das imagens”, conta a diretora Ethel Braga.

Sobre Luísa Bahia
Luísa Bahia é cantora, compositora, atriz, poeta e performer, natural de Congonhas/MG. Formada em teatro pelo CEFART e pela UFMG, com intercâmbio para a Università di Bologna - Itália, desenvolve criações que integram música, teatro, dança, poesia, performance e vídeo. Em 2016, estreou a peça-show “Risco”, com co-direção de Ricardo Alves Jr. e dramaturgia própria publicada na Coletânea Janela de Dramaturgia pela Editora Perspectiva. Em 2018, foi diretora e dramaturga da Cena Curta Brasa, uma das vencedoras do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto. Desde 2017 coordena a Plataforma DORAS (encontro artístico de mulheres cis, trans e pessoas não binárias). Desde 2018, circula com o seu show autoral “Coisa de Bicho”, tendo lançado os singles/clipes “Leoa Azul”, “A Brisa Arde” e os vídeo-poemas “Tatuada” e “Lembretes”. Atualmente, além do show, conduz cursos de artes Integradas e prepara seu primeiro livro de poesia.

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