Lula pretende processar a Netflix por 'O Mecanismo'

Em relação a distorções feitas na série sobre a Lava-Jato, Lula afirmou "não ter que aceitar isso"

Lula: ‘Nós vamos processar a Netflix’Lula: ‘Nós vamos processar a Netflix’ - Foto: Douglas Magno/AFP

Polêmicas vão e vem em relação a inúmeras séries produzidas pelo serviço de streaming Netflix. Desta vez, a pontada foi mais em casa: é que, na série "O Mecanismo", de José Padilha e inspirada na Lava Jato, alguns fatos são distorcidos em prol de um discurso contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e, mais especificamente, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Depois de algumas semanas de revolta online por parte de telespectadores brasileiros, Lula finalmente se pronunciou sobre o caso durante um ato de encerramento de sua caravana em Curitiba, na noite da última quarta-feira (28). "Há anos eu já ouvia dizer que a Globo estava fazendo um documentário para passar na Netflix, para não aparecer a cara da Globo", apontou o ex-presidente. "Nós vamos processar a Netflix. Nós não temos que aceitar isso, e eu não vou aceitar", declarou.

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A ex-presidenta Dilma Rousseff já tinha se pronunciado através do seu perfil pessoal no Twitter, no qual chamou a série de “O Mecanismo de Fake News”. “A mentira tem perna curta. E, agora, a mentira ganha as telinhas da tevê: O mecanismo, na Netflix”, escreveu a petista.

Imagem de Lula distorcida


Na produção, Padilha coloca na boca do personagem que interpreta Lula a frase "precisamos estancar a sangria", dita na realidade por Romero Jucá (PMDB-RR), em referência a uma estratégia para acabar com a Lava Jato, que incluía a deposição de Dilma do poder. Nem Lula nem Dilma são nominalmente citados, mas, para quem acompanha o desenrolar da operação há quatro anos, é fácil reconhecer os petistas nos personagens João Higino e Janete Ruscov.

Entre outros fatos distorcidos, a série mostra o doleiro Alberto Youssef circulando com intimidade pelo comitê de campanha de Dilma Rousseff à reeleição, em 2014, e mostra o caso Banestado acontecendo em 2003, durante o governo Lula, e não nos anos 90, durante o governo FHC.

 

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