Magia circense em forma clássica

Circo Zanni, que teve como diretor artístico o ator Domingos Montagner, fica no Recife hoje e amanhã

O ex-ministro Joaquim Barbosa, que pode ser candidato à Presidência, ganhou força como "antipolítico"O ex-ministro Joaquim Barbosa, que pode ser candidato à Presidência, ganhou força como "antipolítico" - Foto: Felippe/STF

 

A apresentação do Circo Zanni no Recife, dentro da programação da 12ª edição do Festival de Circo do Brasil, neste sábado (12) (16h30 e 18h30) e neste domingo (13) (16h30), no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu (Boa Viagem), ressalta a maneira particular como esse grupo trabalha a ideia de circo. Há não apenas características clássicas em geral associadas ao universo circense, como malabarismo e palhaços, como também a criação de uma trilha sonora ao vivo, como forma de pontuar a dramaturgia da montagem.

“Esse espetáculo não tem um título, é apenas ‘Circo Zanni’”, avisa Marcelo Lujan, diretor musical do grupo. “Tem uma banda ao vivo, que toca do começo ao fim. Fazem os números e tocam instrumentos. Desde malabares até apresentações aéreas. É um espetáculo de variedades, com o olhar clássico de fazer circo. Não contamos uma história, é a música que faz a dramaturgia do espetáculo. Nossa criação sempre veio do olhar artístico e musical. Como não contamos uma história, temos liberdade para usar a música”, ressalta o artista argentino.

É um espetáculo que ressalta as características do grupo, que se destaca ao unir diferentes valores às encenações. “A gente trabalha com arte quase artesanal, não usamos grandes efeitos, é tudo feito pelas próprias mãos dos artistas. A partir da simplicidade fazemos releituras de números clássicos”, ressalta o diretor musical. No palco, o público acompanha o bom humor de piadas visuais - enfatizadas pela música -, unindo força, equilíbrio e a ideia clássica de magia circense.

História
O Circo Zanni tem 12 anos de atividades. “No começo era um grupo que tinha a inquietude de fazer temporadas dentro de lonas”, lembra Marcelo, que está no grupo desde a fundação. “Em São Paulo existia um espaço chamado Central do Circo, onde havia muitos artistas. Criamos o Zanni como um lugar, e no ano seguinte compramos uma lona pequena, de 24 metros. Juntamos nossas vontades para dar vida a um espetáculo de variedades. Já temos muitas histórias dentro do repertório, encenadas no Brasil e fora”, destaca.

Mais emotivo
O Circo Zanni sofreu uma grave perda neste ano: o ator Domingos Montagner era o diretor artístico do grupo. “Isso fez com que o Circo Zanni ficasse mais unido e sólido, refletindo sobre o ensino que ele nos deixou, o espírito que ele impregnava no trabalho, a bandeira que ele levantava do circo e do palhaço brasileiro. Um estilo próprio. Se você acompanhar a trajetória artística de Domingos, percebe que tem todas essas características. A morte dele deixou nosso momento mais emotivo e poético”, diz Marcelo.

 

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