Música

Marcelo Jeneci reedita álbum de estreia e (re)conta trajetória

"Feito Pra Acabar - 10 anos" foi relançado com inéditas e versão em italiano de "Felicidade"

Capa de "Feito Pra Acabar - 10 anos", de Marcelo JeneciCapa de "Feito Pra Acabar - 10 anos", de Marcelo Jeneci - Foto: Divulgação

Rara nasceu “empelicada do ventre de Mana Bernardes” que, de acordo com Marcelo Jeneci, é uma “mulher maravilhosa, uma giganta de cócoras, parindo naturalmente, como sempre quis, em nossa casa”.

 “Rara” é também uma das faixas adicionadas ao seu “Feito Pra Acabar -10 Anos” – disco de estreia que neste 2020 completa uma década e ganhou nova roupagem pelo selo Slap, da Som Livre, com um compilado de boas novas para (re) contar parte dessa trajetória de um dos nomes que segue preenchendo com levezas a Música Popular Brasileira (MPB). 

 

“2020 é o ano mais importante do século, segundo a Astrologia. Assim tem sido em mim. Me tornei pai de Rara. Maternagem e ímpeto ativista bombando e abrindo caminhos para novos essenciais”, contou o cantor e compositor paulista que somado à “Rara”, trouxe “Doce Loucura”, ambas letradas pelo parceiro Carlos Rennó, além da versão em italiano de “Felicidade”, música dele e de Chico César e repensada para o relançamento junto a Erica Mou e “Me Sinto Bem”, escrita com Isabel Lenza – sendo parte dessa produção feita “de casa, tocando todos os instrumentos, com pouco recurso, paciência e brincadeira”. 

 

Marcelo Jeneci, cantor e compositor        Crédito: Jorge Bispo


“Depois de 10 anos realizo que o papel mais importante do artista é despertar a expressão no outro. De que maneira? Mostrando que dá pra ir além com o que se tem. Somos todos seres artísticos. A invenção do eu é nossa primeira criação”, pondera Jeneci, veterano na arte de assinar levezas em estéticas e sonoridades. 

“Andar atento e alinhado para, quem sabe, ser escolhido pelas palavras que precisam ser ditas. Pensar no que deixar pelos próximos 250 anos. Essa consciência despertada une o "Feito Pra Acabar" de 2010 com o de 2020.

Nesse sentido, sou o mesmo. Buscando novas afinações da interioridade para expressão brotar sem tanta intenção”, explica ele que, com “Guaia” (2019) – primeiro trabalho de inéditas após seis anos e que resvala no lirismo pernambucano, terra de seu pai, Manoel Jeneci, nascido em Sairé – integrou a lista de concorrentes ao Grammy Latino deste ano na categoria Melhor álbum pop contemporâneo em língua portuguesa.

Decidido em também se aliar ao universo do audiovisual, em que promete “entregar esferas mais completas, desenhadas e colorizadas”, com todo o esmero a que já se dedica às sonoridades que produz, uma das faixas do relançamento do álbum de 2010, “Me Sinto Bem”, ganhou também versão em clipe, cujo roteiro traz uma das marcas de Jeneci: sutileza.



“Um dia a melodia evocou a palavra e assim nasceu o ‘Feito Pra Acabar’. Noutro dia a melodia e a palavra evocaram a imagem filmada, e assim nasce meu primeiro single com clipe”.

Para 2021, Marcelo Jeneci promete novos clipes de “Guaia” que, segundo ele, é um “disco que surfa uma onda diferente de meus discos e merece imagens que o façam chegar onde ele se propõe”. E por onde mesmo ele pretende ser/estar pelos 'próximos tempos'? “Eita que as respostas estão mesmo é no tempo, soprando no ar”, anuncia um dos culpados pelos bons ventos da música brasileira.

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