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Marisa Monte escancara "Portas" em noite dupla no Classic Hall

Cantora e compositora carioca apresenta show da turnê "Portas" neste sábado (30) e domingo (1), em Olinda

Cantora e compositora Marisa Monte Cantora e compositora Marisa Monte  - Foto: Divulgação/Alfredo Alves

Marisa Monte, 54, tinha um tio que lhe dizia: “Nunca queira ser a melhor. É a pior posição possível, não tem mais para onde crescer, todo mundo quer o seu lugar, dali só dá para descer na posição”.

A confissão, dita pela própria em conversa com a Folha de Pernambuco, veio em resposta a um questionamento camuflado de afirmação de que seria ela a maior cantora do País (?). 

"Amo o que faço"
“Guardei o conselho (do tio) e sigo à risca. Não me esforço para ser a melhor, não acredito que exista isso em música (...) Amo o que faço, faço o meu melhor sempre, e seguem pedindo pra eu cantar”, complementou, com modéstia e com grandeza - a mesma que paira por entre suas mais de três décadas de carreira - uma das mais aclamadas artistas da música e que neste sábado (30) e domingo, 1º de maio, no Classic Hall, faz show da turnê “Portas”, uma década após a última apresentação solo com “Verdade, uma Ilusão” (2012). 
 

Crédito: Léo Aversa

E tal qual tem sido desde a estreia em fevereiro em São Paulo, no Recife também foi preciso um dia a mais para contemplar a legião de fãs que invariavelmente esgota bilheterias. Pelas bandas de cá restam (poucas) cadeiras e camarotes para o domingo, com ingressos a partir de R$ 120. 

Com a ajuda dos fãs
Dos efeitos visuais ao repertório - fechado com ajuda dos fãs, em enquete virtual - Marisa interferiu em "Portas", que foi resumido por ela como “Um diálogo entre os limites do isolamento e a liberdade da imaginação”. “Queria falar sobre a relação do nosso mundo interior, isolamento, solidão e o mundo exterior, o sonho, o imaginário onde tudo pode ser pensado. 

Escolhi a obra da artista plástica Lúcia Koch, da série ‘Fundos’ que, a partir de caixas, cria um jogo de escala, luzes, sombras e simula ambientes arquitetônicos (...) O resultado se vê no show”, explica ela, que contou com Cláudio Torres e Batman Zavareze na direção e concepção visual, entre outros que assinaram a turnê e lhe deram inteireza. Além da equipe, as parcerias feitas por Marisa Monte para o álbum homônimo - lançado em julho de 2021 - consolidam a maestria da artista por boas escolhas.

O espírito coletivo 
“Esse repertório é resultado de muitos encontros, parcerias, e de um tempo generoso que tive entre um álbum e outro. Novos parceiros como Camelo, Chico Brown, Pretinho, Seu Jorge, Flor, Jorge Drexler foram surgindo. E ainda Arnaldo, Nando e Dadi consolidando o que já está estabelecido. Foi um milagre pra nós conseguir nos encontrar no meio de uma pandemia, fazer um disco com o espírito coletivo, ao vivo no estúdio, todo mundo tocando junto.

Era o que mais queríamos naquele momento de solidão e isolamento. Acho que a alegria desses encontros ficou impressa e deu força às canções e comunica com o ouvinte”, comemora ela que, no palco, cantará junto à Dadi (baixo, teclado e guitarra), Davi Moraes (guitarras), Pupillo (bateria), Pretinho da Serrinha (percussão, cavaquinho e voz), Chico Brown (teclado, guitarra, baixo e voz), Antonio Neves (trombone, adaptações e arranjos de metais), Eduardo Santanna (trompete e flugelhorn) e Lessa (flauta e sax).

 

Crédito: Léo Aversa

“Portas” integra a avalanche de shows que tem tomado o Brasil (e Pernambuco) afora - após flexibilização de medidas restritivas à pandemia da Covid-19. Marisa enveredou nesta maratona. “Comecei em São Paulo, depois foram 12 shows nos Estados Unidos, agora uma série aqui, junho e julho Europa, volto para mais apresentações, em setembro América Latina. Um ano de expansão, encontros, reativação do coletivo e espero que de muita transformação para o Brasil”, enaltece. 

“Ensaiamos três meses incessantemente, mas o show só acontece de verdade quando o público chega. Agora estamos completos (...) Obrigada a todos que virão”, arremata ela que embalará o público com set list amplo, que vai da revigorante “Pra Melhorar”, feita em parceria com Seu Jorge e a filha Flor, e que “Estimula a respirar fundo e colocar pra fora o que está preso” até as imprescindíveis “Vilarejo” e “Lenda das Sereias”, entre outras que perfazem seu inesgotável fazer artístico.

Serviço
Marisa Monte - Turnê "Portas"

Sábado (30) e domingo (1), 22h e 20h, respectivamente, no Classic Hall (av. Agamenon Magalhães, s/n, Olinda)

Ingressos a partir de R$ 120 (domingo), no Classic Hall e site Eventim

Informações: 3427.7501

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