Marise Gusmão envereda pelo universo literário da inclusão

Autora de livros que abordam temáticas de inclusão, professora e escritora lança "Uma Estrelinha Especial", inspirado em uma criança com Síndrome de Down

Marise Gusmão, professora e contadora de históriasMarise Gusmão, professora e contadora de histórias - Foto: Thiago Britto/Folha de Pernambuco

Entre o amor às letras e a própria realidade, Marise Gusmão optou pelos dois caminhos e, através da literatura, passou a contar histórias de pessoas que como ela, deficiente de um dos braços, e as suas netas, autistas, precisam ser entendidas e, principalmente, inclusas nos meios como “iguais”. Escritora e pedagoga, aos 64 anos de idade, ela circula entre salas de aula com o intuito de direcionar a estudantes e professores a melhor forma de lidar com o outro e o seu problema.

“Não tenho uma parte do braço direito, por erro hospitalar. Há algum tempo descobri que minhas netas, gêmeas, eram autistas, então passei a lutar pela inclusão, porque falta habilidade em lidar com crianças que chegam com algum tipo de dificuldade. É preciso que as pessoas saibam que o aluno especial, por exemplo, está na escola para aprender, assim como os demais”, ressaltou ela, em conversa com a Folha de Pernambuco.

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Autora de livros com temáticas voltadas para o público infantil, entre eles “Letrinhas Perdidas” e “As Descobertas de Laura e Luna”, que tem os nomes de suas netas, Marise Gusmão lançou recentemente “Uma Estrelinha Especial”, inspirado na história de uma amiga, mãe de uma criança com Síndrome de Down. “É preciso que haja a aceitação, é o primeiro passo, para depois fazer muito mais pelo filho. O livro passa essa mensagem, afirmando que aquela estrelinha vai brilhar, como uma criança que é capaz de aprender e realizar sonhos, dentro do que ele pode ser.”

Marise percorre escolas públicas e particulares, por meio de contação de histórias, narrando suas obras. Apesar de publicado, "Uma Estrelinha Especial" precisa de incentivo para que continue passando de mãos em mãos e, dessa forma, contribua para que crianças, jovens e adultos se tornem pessoas melhores no trato com o próximo.

"São muitas as deficiências, e minha luta é pela verdadeira inclusão. Incluir é deixar a criança ser, como ela pode ser, vencendo os obstáculos e superando limitações. Tenho muitas ideias, gosto de escrever, eu mesma financio minhas obras. Na verdade, meu livro já saiu, tentei fazer um lançamento, mas financeiramente foi inviável", contou a autora que já está na produção de "Laura e Luna no Mundo da Inclusão", destinado a quaisquer pessoas interessadas em aprender, através da leitura, a enxergar outro como sua imagem e semelhança.

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