Maturidade conectada na volta da banda Cordel do Fogo Encantado

Depois de oito anos separados, integrantes lançam novo disco, 'Viagem Ao Coração do Sol' e disponibilizam álbuns em formato digital

Rafael Almeida, Clayton Barros, Lirinha, Nego HenrRafael Almeida, Clayton Barros, Lirinha, Nego Henr - Foto: Tiago Calasans/Divulgação

"Sempre esteve presente a possibilidade de um retorno. Nossa relação sempre foi carinhosa e algum motivo poderia reacender esse fogo", declara José Paes de Lira, ou Lirinha, 41 anos, da banda Cordel do Fogo Encantado, que, depois de oito anos separados, retorna com novo disco. A chama, reacesa, principalmente, graças ao público, brilha no quarto disco do grupo, "Viagem Ao Coração do Sol", a ser lançado dia 6 de abril, mas também rebrilha nas plataformas de streaming. É que, a partir de agora, todos os álbuns estão disponíveis para apreciação digitalmente.

A preocupação acerca da dificuldade de encontrar os discos físicos nas lojas foi, a princípio, o que reuniu o grupo novamente, ainda no final de 2016. Começando a virar "peças raras", como adjetiva Lirinha, o material histórico era cotado para ser lançado em plataformas onlines. A partir daí, Rafael Almeida, Nego Henrique, Lirinha, Clayton Barros e Emerson Calado, os integrantes originais da banda, começaram a mexer com algumas músicas antigas, que tinham ficado "penduradas" com o fim da banda. "Pensamos que, já que iríamos fazer o retorno da discografia histórica da banda, podíamos vir com alguma novidade também. E aí a coisa foi amadurecendo", conta Lirinha.

O sigilo há de ser perdoado pelos fãs, que tiveram um papel especial nesta volta. "Foi importante manter esse sigilo, porque nós focávamos na construção artística e tirávamos um pouco o assunto de volta aos palcos e essa coisa ligada ao mercado. E o público, que nunca deixou de manter essa coisa do Cordel acesa, é muito responsável por nosso retorno", diz.

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A separação da banda, inclusive, teve a ver com a vontade de Lirinha de trilhar novos caminhos na música. Tal decisão permitiu que todos os membros explorassem seus sons em diversos contextos - um aprendizado que não passará despercebido na volta da Cordel. "Eu desejava experimentar novas coisas na música e foi uma decisão muito difícil. Todos nós sofremos aquela saudade, aquela angústia de não ter mais a banda, mas eu segui esse caminho e me fortaleci. E essas experiências estão presentes nesse novo trabalho", relembra.

Assim, as músicas antigas se mesclam com as novas, todas recebendo uma pitada de maturação e inovação. "As coisas mudaram bastante e o Cordel acompanha essas mudanças, é uma característica da banda. São coisas novas, mas é a mesma formação, uma formação muito específica, porque é percussão e um instrumento harmônico, o violão, e é através dessa instrumentação que nós desenvolvemos uma mudança. E é uma mudança, mas ainda é o Cordel", expõe Lirinha, citando como exemplo de mudança as redes sociais.

"O mundo foi muito modificado, por isso são novas discussões, novos jeitos das pessoas se relacionarem, e eu estou super ansioso para essa relação com essas novas gerações, essas novas coisas surgidas nesses últimos anos", completa.

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