Milton Nascimento + 'Clube da Esquina': Teatro Guararapes lotado

Show será realizado neste sábado (24) no Teatro Guararapes com ingressos esgotados

Milton NascimentoMilton Nascimento - Foto: João Couto

Milton Nascimento já pairava no universo à parte da música popular brasileira antes, inclusive, dos encontros despretensiosos com os amigos em Belo Horizonte que formariam, em seguida, o memorável Clube da Esquina - movimento que será revivido neste sábado, no Teatro Guararapes, em Olinda, com show da turnê que de acordo com o próprio ‘Bituca’, em entrevista à Folha de Pernambuco: “tem sido uma das coisas mais felizes da vida (dele)” e provavelmente da vida dos fãs que têm lotado os espaços para contemplar o ressoar de um repertório que inclui uma seleção de músicas dos dois discos (Clube da Esquina , 1972 e Clube da Esquina II, 1978).

Em terras pernambucanas, os ingressos estão esgotados há algum tempo. "Poxa, só tenho que agradecer, né? Em todo lugar por onde a gente passa, o carinho das pessoas tem sido enorme. E isso tem me emocionado bastante", complementou o cantor e compositor meio carioca, meio mineiro, mas que, em sua totalidade, é um brasileiro do mundo.




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Foi com "Travessia" (1967) - composição em parceria com Fernando Brant - que Milton, 76 anos, passou a fincar os caminhos particulares da música, permeando delicadezas palcos afora. "Courage" (1968) inicia sua trajetória internacional e segue com "Milton Nascimento (1969) e "Milton" (1970) até o primeiro Clube da Esquina, ao lado de Lô Borges, disco duplo que ocupou a 7ª colocação em uma lista das cem maiores músicas brasileiras eleitas pela revista Rolling Stone.

"Eu tenho muito orgulho de tudo que a gente fez", enaltece ele que, com o filho, Augusto Nascimento, à frente da direção artística do show, selecionou as canções dos dois álbuns do Clube. "Optamos por aquelas que poderiam ter uma espécie de relação entre elas, até porque se fôssemos tocar os dois na íntegra este show seria muito longo, ainda mais que ambos são duplos. Mas o público com certeza vai se emocionar com as escolhas", garante.

Milton esboça estar totalmente entregue à estrada que tem percorrido com Clube da Esquina Brasil afora, desde o início do ano, incluindo passagem por Londres, Suíça, Holanda, Espanha, Portugal, Paris, Berlim e Israel. Questionado se o retorno aos palcos com o Clube seria um meio de "matar a saudade", ele foi enfático ao afirmar que, além disso, "está vivendo outras sensações que jamais imaginou".

Já sobre as parcerias do movimento, quando esteve ao lado de Wagner Tiso, Fernando Brant, Beto Guedes, Flávio Venturini, Lô Borges, Tavinho Moura e Ronaldo Bastos, entre outros, ele assegura que "a amizade construída é eterna", diferente do que sugere acerca do ciclo das coisas e dos movimentos explosivos da música, tais quais os da década de 1970 que reverberam até os dias atuais: "Acho que, para cada coisa, seu tempo. E o artista deve ser livre para fazer o que quiser, ele tem que se sentir bem fazendo aquilo que lhe faz feliz".

Mas, como diria um outro setentão da música brasileira, Caetano Veloso, em referência a Milton Nascimento "(...) Ele é sozinho um movimento" e que, portanto, preenche e (re)dimensiona suas poucos mais de cinco décadas de carreira, a cada aparição de letras e sons, sempre pautadas pelo "gostar de viver uma coisa de cada vez". Já que é assim e retomando o papo lá de cima sobre o 'estar entregue', ele reforça: "Por enquanto, quero aproveitar cada momento dessa turnê".

Anseio, decerto, coincidente a cada um dos mais de 2,3 mil fãs pernambucanos do show deste sábado, que será apresentado por ele e por Wilson Lopes (guitarra e violão), Beto Lopes (guitarra e violão), Alexandre Ito (baixo), Ademir Fox (piano), Widor Santiago (metais), Lincoln Cheib (bateria), Zé Ibarra (vocal) e Ronaldo Silva (percussão).




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