Morre Sly Dunbar, histórico baterista do reggae jamaicano
Músico tocou com Peter Tosh e Bob Marley e fez célebre dupla com o baixista Robbie Shakespeare, que gravou até com Vanessa da Mata
Baterista jamaicano que gravou com os grandes do reggae, como Bob Marley e Peter Tosh, e com nomes que vão de Bob Dylan, The Rolling Stones e Grace Jones a Herbie Hancock, Joe Cocker e Serge Gainsbourg, Sly Dunbar morreu esta segunda-feira (26), aos 73 anos.
“Por volta das 7 horas da manhã, fui acordá-lo e ele não respondia. Liguei para o médico e recebi a notícia”, disse sua esposa, Thelma.
A causa da morte não foi divulgada. Sabia-se que o músico vinha sofrendo de problemas de saúde há algum tempo, e que estava sendo tratado por médicos no Reino Unido.
Nascido em 10 de maio de 1952, Lowell Fillmore “Sly” Dunbar se destacou como metade da icônica dupla Sly and Robbie, os ilustres Riddim Twins, que revolucionaram o reggae e o dancehall. Seu parceiro musical, o baixista Robbie Shakespeare, faleceu em 8 de dezembro de 2021, em Miami, Flórida, aos 68 anos.
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Sly Dunbar, cuja primeira gravação foi no álbum “Double Barrel”, de Dave e Ansell Collins, começou a tocar bateria aos 15 anos com a banda The Yardbrooms. Mais tarde, juntou-se à banda Skin, Flesh & Bones, liderada por Ansell Collins.
Sly Dunbar e Robbie Shakespeare se conheceram em 1972, quando Shakespeare recomendou Sly ao produtor Bunny Lee como um possível baterista de estúdio para a banda The Aggrovators. Os dois logo decidiram continuar tocando juntos, eventualmente trabalhando com Peter Tosh e sua banda até 1981, período em que gravaram cinco álbuns.
Em 1980, Sly e Robbie fundaram a gravadora Taxi Records, que se tornaria tão lendária quanto eles próprios. A gravadora lançou trabalhos de muitos artistas de sucesso internacional, incluindo Black Uhuru, Chaka Demus & Pliers, Ini Kamoze, Beenie Man e Red Dragon.
A trajetória de Sly na indústria musical é longa e estrelada. De “Police and thieves”, de Junior Murvin; e o single “Punky Reggae Party”, de Bob Marley and The Wailers, aos álbuns “Infidels” e “Empire Burlesque”, de Bob Dylan, Sly participou de tudo.
Em 2007, Sly Dunbar participou, junto com Robbie Shakeaspere, do álbum “Sim”, da cantora brasileira Vanessa da Mata. Em 2009, eles tocariam em “Multishow ao vivo”, DVD da cantora, gravado ao vivo em Paraty (RJ).
Ao longo de sua carreira, ele acumulou inúmeras honrarias. Sly Dunbar foi reconhecido pelo Governo da Jamaica com a Ordem de Distinção, recebeu a Medalha de Ouro Musgrave do Instituto da Jamaica em 2015 e um Prêmio de Reconhecimento pela Trajetória Profissional da Universidade de Minnesota em maio de 2025.

