Mostra Periférica leva oficinas e exibições de filmes a Camaragibe

Primeira etapa do festival tem início nesta segunda-feira, com programação itinerante em escolas públicas do município

"Quando a chuva vem?""Quando a chuva vem?" - Foto: André de Pina/Divulgação

A ideia de que o acesso à arte cinematográfica não pode ficar restrito à população que vive nos centros é o que norteia a Periférica - Mostra de Cinema de Camaragibe. A segunda edição do evento tem início nesta segunda-feira (26), com oficinas e exibições de curtas-metragens em escolas do município, localizado na Região Metropolitana do Recife.

"A mostra nasceu em 2017. Desde a primeira experiência, a intenção é fazer com que a população conheça um cinema que a faça repensar a cidade. A escolha dos filmes, inclusive, segue um recorte no sentido de proporcionar esse tipo de reflexão", explica Carlos Kamara, coordenador de curadoria e programação do festival, que é realizado pela produtora Ambar e Pós -Traumático Coletivo, com incentivo do Funcultura.

De hoje até 30 de agosto ocorre a primeira etapa do projeto, que inclui duas oficinas. "Descolonizando o olhar" será ministrada por Natália Lopes, das 9h às 12h, na Escola Técnica Alcides do Nascimento Lins. Já "Da poesia ao vídeo", com Eva Jofilsan, será das 13h30 às 17h30, na Escola Tito Pereira. "Qualquer ação que possa despertar o surgimento de novos fazedores de cinema é importante. Esse é o papel de um festival. Além de mostrar a nova safra de filmes, precisamos estimular a entrada de novos profissionais no mercado", afirma.

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Além das oficinas, a programação nas escolas inclui a mostra "Invisível aos olhos", que propõe debates em salas de aula a partir dos filmes exibidos. Produções como "Êles", de Roberto Burd (RS), e "Nas quebradas do boi", de Igor Machado (AL), serão utilizados para fomentar a discussão sobre temas como racismo, cultura popular e homofobia.

  

A segunda etapa da Periférica será realizada de 4 a 6 de outubro, no Cineteatro Biano, com outras quatro mostras focadas em curtas com perfis distintos: Camará (produzidos em Pernambuco), Aquarela (produzidos nos demais estados brasileiros), Josenita Duda (realizados por mulheres) e Origens (realizados por indígenas e/ou afro-brasileiros).

Das 398 produções inscritas, a comissão selecionou 34 curtas-metragens para exibição. A lista final de filmes selecionados conta com representantes de diferentes localidades do País. Entre os filmes escolhidos estão "Alma bandida", de Marco Antonio Pereira (MG), "A era do laerokotô", de Rita Carelli (PE/SP) e "Quando a chuva vem?", de Jefferson Batista (PE). O acesso à programação é gratuito.

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