Movimentos dramáticos durante a Segunda Guerra

Após uma operação de risco, eles se apaixonam e decidem permanecer juntos.

Marianne Beausejour (Marion Cotillard) e Max (Brad Pitt) são espiões em “Aliados”Marianne Beausejour (Marion Cotillard) e Max (Brad Pitt) são espiões em “Aliados” - Foto: Divulgação

 

“Aliados” é uma história de dois personagens num cenário de guerra. É preciso estar atento, pois o contexto não garante ações carregadas de adrenalina. O longa é essencialmente um encontro, o conhecer e construir de duas pessoas, que tem por profissão mentir e enganar. O suspense, que estreia hoje, retrata a história de dois espiões. Marianne Beausejour (Marion Cotillard) conhece Max Vatan (Brad Pitt) em Casablanca, Marrocos, numa missão contra a Alemanha durante o início da Segunda Guerra Mundial. Ali, após uma operação de risco, eles se apaixonam e decidem permanecer juntos.

As semelhanças com “Sr. e Sra. Smith” (2005) acabam por aqui. A mistura criada por Robert Zemeckis (“De Volta para o Futuro”) não segue o mesmo estilo divertido e leve do filme também estrelado por Pitt e sua ex-esposa, Angelina Jolie. Desta vez o papel do ator é um espião sério e introspectivo, de poucas palavras. Assim, cabe a Cotillard conduzir os diálogos e brilhar nas cenas. O entrosamento deles é bom, mas não arrebata quem assiste.

As melhores cenas ficam em torno da própria história do casal, com um momento apimentado dentro do carro em meio a uma tempestade de areia e um parto durante um bombardeiro. A trilha sonora aparece apenas em poucas cenas com festas e faz falta. Os disparos são feitos sem suavidade, dando susto em uma sequência tranquila.

O enredo principal começa com a suspeita de que a Sra. Vatan não seja quem ela afirma ser. Isso dá a Brad Pitt a chance de uma atuação mais determinada e interessante que, até então, seu personagem não permitia. Questões relacionadas a confiança e traição são colocadas em jogo. Na busca desesperada para saber quem de fato é sua esposa, o tenente-coronel, espião e combatente é apenas humano, disposto a usar seu cargo e influência para salvar sua família. “Aliados” põe na tela mais que as artimanhas de espionagem e jogo duplo durante a Segunda Guerra, o adjetivo define principalmente o motivo para duas pessoas serem mais que cúmplices, e sim um casal.

 

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