Mulheres se reposicionam na indústria fonográfica

No entanto, a presença das mulheres na música sertaneja atual, a exemplo de Maiara & Maraisa, Day & Lara, Marília Mendonça e Bruna Viola reposicionam a condição feminina dentro do segmento.

Ato na Assembleia Legislativa contra a LGBTFobiaAto na Assembleia Legislativa contra a LGBTFobia - Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

 

As duplas sertanejas femininas não são uma novidade no Brasil, que já assistiu a alguns sucessos pontuais através das décadas, como As Marcianas, Rosalinda e Florisbela (integrado pela apresentadora Hebe Camargo) e As Galvão. Essas últimas foram eternizadas pelo sucesso “Beijinho Doce” e neste ano lançaram um livro, onde relataram o machismo no meio sertanejo, comentando desde a desaprovação do meio, como também as barreiras para estar na estrada.
No entanto, a presença das mulheres na música sertaneja atual, a exemplo de Maiara & Maraisa, Day & Lara, Marília Mendonça e Bruna Viola reposicionam a condição feminina dentro do segmento. Ao contrário de suas antecessoras, que exploravam um lugar mais passivo da mulher, enquanto personagem apaixonada, a nova geração busca assumir a mesma liberdade masculina. Além de usar os bares como cenários, as novas compositoras não determinam vilãs e se colocam na pele de amantes e traídas.
Ainda não se pode prever se a febre do sertanejo feminino será passageira, mas o segmento acaba funcionando como um espelho de um movimento mundial. Assim como em outros estilos as mulheres representam uma parcela cada vez mais forte na música, é natural que o público sertanejo também se abre para novos pontos de vista.

 

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