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Munguzá de Zuza e Bacalhau do Batata animam foliões resistentes nesta Quarta de Cinzas em Olinda

Os foliões acordaram cedo para comer o tradicional mungunzá do Zuza Miranda e da Thaís, que teve concentração às 6h, no Alto da Sé, que antecede o Bloco Bacalhau do Batata

Bacalhau do Batata nas ladeiras de OlindaBacalhau do Batata nas ladeiras de Olinda - Foto: Alexandre Aroeira / Folha de Pernambuco

Carnaval ainda não acabou nas ladeiras de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Os foliões resistentes à Quarta-feira de Cinzas levantaram cedo para comer o tradicional munguzá de Zuza Miranda e Thaís, que teve concentração às 6h, no Alto da Sé, antecedendo o Bloco Bacalhau do Batata. Mais de 80 quilos de mungunzá foram preparados, e cerca de dois mil copos da iguaria, distribuídos.

“Nós somos músicos profissionais e tocávamos antes do bloco Bacalhau do Batata sair. Resolvemos fazer um arrastão antes de começar, distribuindo mungunzá, e foi dando certo. Já são 25 anos”, afirmou Zuza.

A aposentada Cristine Santana, comemora nesta quarta 62 anos. Frequentadora do bloco do munguzá desde o início, ela conta que não poderia escolher outro lugar para festejar. “Eu cheguei cedo para garantir o meu mungunzá. É muito maravilhoso”, afirmou.

Além do alimento distribuído para os foliões, é realizada a corrida dos monstros e das monstrinhas, no qual os corredores bebem cana e precisam subir a ladeira da Sé. Quem chega primeiro recebe o prêmio de R$ 300.

Os centenas de foliões que foram para a concentração também presenciaram a tradicional troca de camisas entre o Bloco do Munguzá e o Bacalhau do Batata, comandado por Fátima Araújo, de 56 anos. O Bacalhau, fundado em 1962 por Isaías da Silva, tio de Fátima, carrega a tradição de festejar o Carnaval para aqueles que trabalharam durante a festa.

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“Agora o Bacalhau é para todos, e o sucesso é amar Olinda e o Carnaval. São 58 anos de tradição. É um dia cansativo, mas a turma está presente. Estou muito emocionada”, relatou a presidente do bloco, que saiu por volta das 10h pela Ladeira da Sé. De lá, segue pela Rua do Bomfim, Quatro Cantos, Ribeira, Rua de São Bento, Rua 15 de Novembro, Avenida Joaquim Nabuco, Henrique Dias, Rua 13 de Maio, passando pelos fundos da Igreja de São Pedro Mártir e terminando no Carmo.

Morador de São Lourenço da Mata, na RMR, o auxiliar de marketing Antonio Emidio da Silva, 49, está brincando no Bacalhau pelo décimo ano e, segundo ele, o bloco é mais tranquilo quando comparado aos demais dias de Carnaval. “Cheguei às 7h. Saí de 5h de casa. A tranquilidade do bloco faz diferença. Tem também a cultura da cidade, que podemos admirar. Me sinto contagiado”, afirmou.

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