Música

Música pernambucana: artistas independentes unem o melhor das músicas local e internacional

Bella Kahun e HoodBob se apresentam no Festival No Ar Coquetel Molotov neste fim de semana

HoodBob e Bella KahunHoodBob e Bella Kahun - Fotos: @geranohype (esquerda) e Bieco Garcia

Há 17 edições, o Festival No Ar Coquetel Molotov tem como um dos seus pilares a descoberta de novos músicos da cena independente em Pernambuco. Neste ano, desta vez em palco digital, não seria diferente. Ancorados no que há de melhor na música estadual, mas também no cenário internacional, cantoras e cantores têm se postado em outro local no Estado. A Folha de Pernambuco entrevistou Bella Kahun,19, e HoodBob, 24, dois artistas jovens que estão pisando no palco do circuito virtual, que vai ao ar até este sábado.

Bella Kahun

Natural de Garanhuns, no Agreste Pernambucano, Bella Kahun faz uma simbiose do R&b contemporâneo com o jazz, bolero e o brega pernambucano. A cantora, de apenas 19 anos, lançou seu primeiro disco no passado, “Crua”, que foi produzido por Mazili. Ela faz parte do selo independente PE Squad, que também tem o rapper Luiz Lins no seu casting.

O álbum de 10 faixas não era esperado por Bella. Ele, que vem acompanhado de dois videoclipes autorais, era para ser um EP curto a princípio. “Nunca foi meu objetivo transformar em disco, foi uma coisa que foi acontecendo naturalmente. As composições são de 2019 e algumas composições que eu iniciei em 2020. Não era para ser um disco, era para ser um EP de seis faixas e todas as composições foram moldadas na base do meu violão e Mazili foi desenvolvendo a estrutura”, conta Kahun.

Bella conta que as canções surgem da sua vivência e o início da sua carreira foi nos próprios palcos da cidade natal. Local o qual ela tem vontade de fazer seu show de estreia com o primeiro álbum de trabalho. “Pernambuco não é só Recife e Olinda. Pernambuco não tem só uma cor e também não é só a Capital. Eu acho que deviam dar mais oportunidades e visibilidade a artistas que estão fora desses locais. Aqui tem muita gente boa”, opina sobre a centralidade cultural na Capital pernambucana.

HoodBob

Se Bella está inserida em um contexto fora da Capital econômica do Estado, HoodBob está fora do eixo dela mesma. Morador da Estância, na Zona Oeste do Recife, o artista une o trap norte-americano ao brega pernambucano. “Eu tenho como uma das principais referências Travis Scott, que é um cara que tem muita versatilidade. Tenho Chico Science que é daqui. Mas do brega, eu tenho referência de A Favorita a João do Morro”, enfatiza o artista.

Ele é co-fundador e também artista da HoodCave, produtora independente que também fica na Estância. Já lançou faixas como “Diário”, “Gangstar do Brega” e “Trap de Baldada”. Para o Coquetel Molotov, produziu o videoclipe “Desande”, disponível na galeria virtual do festival. A produção audiovisual é inspirada no ensaio clássico “Brasília Teimosa”, da cineasta Bárbara Wagner, que reflete o cotidiano do bairro da Zona Sul do Recife nos finais de semana.

O próximo passo para o artista é o lançamento da mixtape “DJ Topó”, que será lançada pela mesma gravadora independente. “O DJ Topó é uma das primeiras referências que eu tenho assim quando era criança e também tem o conceito de mixtape da gringa. E a mixtape pro rap tem um significado forte, porque é algo que é muito diferente do que as gravadoras censuravam lá fora”, disse HoodBob.

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