A-A+

Naiá Camargo se lança em releituras do cancioneiro de Caetano Veloso

Artista lançou EP 'Caetane-se', composto por seis faixas do cantor e compositor Caetano Veloso

Cantora paulista Naiá CamargoCantora paulista Naiá Camargo - Foto: Divulgação

Entre o contemporâneo e as raízes da música, a cantora Naiá Camargo opta pela junção dos dois estilos em suas releituras e interpretações que faz de cancioneiros clássicos de Cazuza e, mais recentemente, de Caetano Veloso, sua última inspiração para o lançamento do projeto "Caetane-se", trabalho no qual faz experimentações e traz, com identidade própria, uma nova roupagem para "Odara", "Tigresa", "Vaca Profana", "Coração Vagabundo", "Não Enche" e "Terra", faixas escolhidas por ela para compor o EP, já disponível no Spotify, Deezer, Google Play e Apple Music.

Artista paulistana e independente, de "sangue guarani, alemão e africano", como ela própria se referencia em sua página oficial na internet, imprime sua personalidade na música com novas roupagens de clássicos do cancioneiro de nomes como Lobão (Essa Noite Não), Engenheiros do Hawaii (Refrão Bolero) que, somados a Caetano Veloso e a Cazuza, impulsionaram o seu primeiro EP, em 2018.

Leia também:
Cantor e compositor Zeh Rocha lança livro de poemas
Pabllo Vittar vai desfilar em trio no Galo da Madrugada
Carnaval do Recife: Emicida, Velha Guarda da Mangueira e Nação


Embora deixe fincado no universo da música a sua predileção pelo pop rock, ao mesmo tempo em que, dada a sua formação erudita e com foco, também, no canto popular, Naiá percorre os ares pulsantes e mesclados da música brasileira, com destreza também nos estudos na Inglaterra de piano e saxofone. "Eu sou essa mistura toda mesmo. E sou mulher urbana que tem como essência muito tambor e musicas tribais, ritualísticas”, conta ela.

"Caetane-se", lançamento que se deu porque "Caetano fez parte da trilha sonora da vida", como bem justificou a artista, segue em paralelo a outras produções, autorais inclusive, e com o desejo de "nunca parar de cantar", como ela própria confessa. "Cresci nos anos 1980, época da avalanche tecnológica no mercado musical. Amo Marisa Monte, Björk, Depeche Mode e tantos outros", conta ela, que deseja chegar a terras pernambucanas em breve.

Veja também

Paulo Bruscky completa 50 anos de exposição censurada e dispara: 'Nunca tive medo'
Arte

Paulo Bruscky completa 50 anos de exposição censurada e dispara: 'Nunca tive medo'

'Duna' documenta o perigo real de líderes messiânicos, diz diretor Denis Villeneuve
Cinema

'Duna' documenta o perigo real de líderes messiânicos, diz diretor Denis Villeneuve