Nova série da Globo usa o passado para fazer piadas

“Filhos da Pátria”, vai retratar o país do século 17, a partir de cenário não muito diferente do atual

[610]Prefeito Geraldo Julio[610]Prefeito Geraldo Julio - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Nova criação do ator e roteirista Bruno Mazzeo, a série de comédia “Filhos da Pátria” está quase pronta para ir ao ar. As gravações já foram todas completas, e a atração está em finalização, programada para estrear na Globo em setembro.

A história vai retratar o Brasil do século 17 pela vida de Geraldo Bulhosa, vivido por Alexandre Nero. Funcionário público sério, ele se envolve no mundo de corrupção que domina a repartição em que trabalha.

“O Bulhosa é um tanto ingênuo e embarca na conversa de um amigo, o Pacheco, que está envolvido em todos os esquemas”, conta Nero, citando o personagem de Matheus Nachtergaele.

Bulhosa, então, cresce profissionalmente, o que muda a rotina de sua família. A mulher, Maria Teresa, passa a adorar o marido. “Até então, ela acreditava que tinha se casado com o homem errado, já que seu sonho era pertencer à elite brasileira, e ele não fazia nada para isso acontecer. Ela vira uma nova rica, que gosta de gastar e ostentar, e passa a admirá-lo”, diz Fernanda Torres, que dá vida a Maria.

Um dos luxos que começam a fazer parte da vida da família é ter escravos. Um deles é Lucélia (Jéssica Ellen), jovem inteligente que funciona na trama como a voz da razão daquele núcleo. “Ela é o ponto de consciência da família e tem a capacidade de enxergar todos os absurdos”, explica Jéssica, que vê em “Filhos da Pátria” um humor reflexivo. “O público dará boas risadas, mas também não faltarão questionamentos.”

A ideia do projeto, além de mostrar como era o passado, é fazer um paralelo com a situação atual brasileira, sobretudo na política e na economia. “Infelizmente, no cenário da administração pública do nosso País, nada mais surpreende, nada mais é absurdo. Creio que, com ‘Filhos da Pátria’, nós vamos rir da nossa tragédia, vamos falar com graça da nossa desgraça”, afirma o ator Alexandre Nero.

Para a atriz Fernanda Torres, que interpreta Maria Teresa, mulher de Bulhosa, diante de todos os acontecimentos no Brasil, competir com a realidade está complicado. “A ficção está aquém da vida real. A série vem na hora certa, pois fala com humor e inteligência sobre a origem dessa bagunça. É também um reflexo assustador do que vivemos hoje.”

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